Até sempre, Senhor Carlos

O senhor Carlos foi um excelente profissional, nomeadamente no relacionamento com os alunos, em que era imbatível. Atento aos seus problemas, tinha um coração tão generoso que ultrapassava, e muito, os limites da escola.

  • 8:22 | Quarta-feira, 14 de Outubro de 2020
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Faleceu, ontem, o senhor Carlos Loureiro, ou o senhor Carlos da Escola Comercial, como era hábito ser tratado, na maior parte das vezes.

Confundir o homem com uma instituição de tamanha envergadura e importância no panorama educativo viseense é algo que não está ao alcance de qualquer um.

O senhor Carlos foi um excelente profissional, nomeadamente no relacionamento com os alunos, em que era imbatível. Atento aos seus problemas, tinha um coração tão generoso que ultrapassava, e muito, os limites da escola.

Tenho a certeza de que nunca deixou ninguém sair do bar da Escola Comercial sem comer, mesmo que não tivesse dinheiro para pagar. Aconteceu uma vez comigo, numa tarde fria de fevereiro, em que me apeteceu comer um croissant com fiambre prensado. Quando me dirigi à D. Elisabete, sua esposa, apercebi-me que o dinheiro que trazia na carteira não chegava. O senhor Carlos, atrás do balcão, atirou-me um bem disposto “não há problema, tenho aqui muitos pratos e chávenas para lavar!”

Generosamente, estendeu-me a mão com o croissant a fumegar. Agradeci envergonhado e saboreei-o deliciado.

Dois dias depois, fui ao bar e saldei a minha dívida, a generosidade do seu gesto guardei-a comigo.

O homem parte, mas as boas memórias permanecem, como a da manga curta, que teimava em usar durante as quatro estações, a da boa disposição e a da generosidade.

 

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