A tríade destruidora

Trump e Netanyah jogam o tudo ou nada, o primeiro com eleições intercalares em novembro, que poderão mudar o curso da política republicana e, em Israel, no próximo mês de outubro as eleições legislativas que, se forem perdidas, deporão o derrotado nas mãos da Justiça para poder ser julgado por crimes como genocídio, entre outros.

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  • 12:45 | Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026
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A nível global, estamos a viver as catastróficas consequências de três governantes de incomensurável peso e temível acção.

Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022 que se gerou um clima bélico que se alastrou do médio oriente, Israel, Palestina, Irão, Líbano… até aos EUA e daqui à Venezuela e, se deixassem Trump, até à Dinamarca, à Gronelândia e demais territórios que a sua insaciável gula quer anexar, não numa política de cariz expansionista imperialista como o seu “amigo” Putin, não como o arrasador primeiro-ministro israelita, mas sim  ao “Donald Way” que, como um perdigueiro de raça apurada fareja riqueza pessoal na mais funda lura.


Está o mundo a sofrer avassaladoras consequências dos desmandos desta tríade de títeres. Mas estão também os norte americanos que deram a segunda vitória a Trump a pagar as insanas políticas deste instável e demencial ser, que, nos últimos meses, só com o conflito iraniano já esturricou mais de 35 mil milhões de dólares dos cofres públicos, gerando sucessivos aumentos do custo de vida dos seus compatriotas, para gáudio da poderosa indústria de armamento que lhe sustenta os dislates.

Estão também os próprios israelitas a pagar a raiva de Netanyahu e dos seus radicais ministros como, por exemplo, Itamar Bem-Gvir que tem nas mãos as forças policiais e é líder do partido de extrema-direita “Poder Judeu”, no passado condenado por apoiar movimentos terroristas e por incitamento ao ódio e à xenofobia.

Trump e Netanyah jogam o tudo ou nada, o primeiro com eleições intercalares em novembro, que poderão mudar o curso da política republicana e, em Israel, no próximo mês de outubro as eleições legislativas que, se forem perdidas, deporão o derrotado nas mãos da Justiça para poder ser julgado por crimes como genocídio, entre outros.

Quanto à Rússia, com a autocracia vigente e aparentemente duradoira, com um clima letal para todos os opositores a Putin, só um terramoto o derrubará, terramoto que poderá ser o fim da guerra com a Ucrânia, sem vitória que lhe assista, com um número de centenas de milhares de jovens russos vítimas desse desvario e com as finanças num estado caótico para justificar ao povo russo.

Trump, a quem ainda agora um oligarca russo próximo de Putin, Umar Kremlev, pagou parte das despesas do casamento de seu filho Trump Jr. num culminar do descaramento mais ignóbil, viu agora o Canadá virar-lhe costas e virar-se de rosto aberto para a Europa, e continuando a gerar, constantemente, temíveis e frenéticas ondas de choque com imprevisíveis consequências e que já estão a ser pagas pela grande maioria dos seus 350 milhões de compatriotas.

Como pode o mundo ficar seraficamente refém de três indivíduos que o colocam à beira de uma 3ª e última Guerra Mundial?

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Publicado em Opinião