Uma “solidariedade” de calças na mão

Da Associação Industrial não se ouviu uma reacção, dos Comerciantes também se resolverem a renda deste mês já fizeram algo, da Autarquia têm-se ouvido poemas e dos industriais do concelho nada se ouvirá.

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  • 22:32 | Quinta-feira, 26 de Março de 2020
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Resulta evidente que nada mais vai ser igual depois desta pandemia e, em particular no campo da economia há lições aprendidas a retirar, sob pena de a recessão e o abandono na região de Viseu vir a ser maior do que se supõe.

Usarei o exemplo positivo do IPV em parceria com outros politécnicos, no espaço de uma semana, por ter criado dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da covid-19. A expectativa que ficou foi a de que algumas empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série. Quase uma semana depois não se adivinha que da iniciativa da engenharia resulte prática na medicina.

Da Associação Industrial não se ouviu uma reacção, dos Comerciantes também se resolverem a renda deste mês já fizeram algo, da Autarquia têm-se ouvido poemas e dos industriais do concelho nada se ouvirá até porque salvo raras excepções Viseu foi sempre padrasto com o sector produtivo do País.


O concelho como se vê pelo exemplo apontado tem conhecimento instalado mas precisará de apostar no futuro em indústria e agricultura para se tornar sustentável e conseguir em crises semelhantes dar resposta capaz e em tempo. Para isso precisará de outras lideranças, estas que nestas 4 décadas nos trouxeram até aqui estão infectadas com o vírus da incompetência.

Na primeira borrasca séria deixaram-nos de calças na mão!

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Publicado em Opinião