A saúde como prioridade

  Nas novas preocupações dos políticos a nível da dimensão nacional e local devem estar cada vez mais presentes as questões da saúde. Esta área tem sido fortemente considerada como prioritária na vida das pessoas e as condições que se criarem à sua volta podem constituir-se como uma forte alavanca para a fixação das populações, […]

  • 20:04 | Domingo, 10 de Abril de 2016
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Nas novas preocupações dos políticos a nível da dimensão nacional e local devem estar cada vez mais presentes as questões da saúde. Esta área tem sido fortemente considerada como prioritária na vida das pessoas e as condições que se criarem à sua volta podem constituir-se como uma forte alavanca para a fixação das populações, para uma harmoniosa distribuição geográfica e um maior incremento do desenvolvimento dos territórios.

O estado da saúde dos portugueses tem melhorado muito nas últimas décadas. Contudo, continua a ser muito pior no interior rural, mais pobre, isolado e idoso, do que no litoral, e esta situação agravou-se nos últimos anos de Governo da coligação do PSD e CDS/PP. As políticas de saúde foram demasiado centralistas, os cortes no Sistema Nacional de Saúde (SNS) foram cegos e excessivos, o encerramento das unidades de saúde foi uma prática corrente e a inexistência de médicos de família e de especialidades hospitalares prolongou-se, sem solução.

Não se pode continuar a olhar com naturalidade e dar anuência a políticas que contribuem para que a saúde seja pior em territórios onde as dificuldades já são maiores, onde se encontram as pessoas mais fragilizadas, onde existem inferiores condições de trabalho, de habitação e de alimentação.

Com o novo Governo do PS e apesar das dificuldades inerentes ao SNS, parece que o rumo está a inverter-se. São boas as notícias que apontam para a possibilidade de o Governo pretender controlar a fuga dos nossos médicos e enfermeiros para o setor privado e para a emigração. A contratação de médicos novos e de outros em situação de reforma,  a simplificação das condições de contratação, bem como  a intensificação de medidas que levem à fixação de médicos no interior,  podem abrir uma janela de esperança para os territórios de baixa densidade.

As pessoas necessitam de serviços e cuidados de saúde de qualidade, da garantia de continuidade desses serviços, independentemente da zona geográfica em que se encontrem, pelo que estas inquietações devem constar como prioridade na agenda do político do século atual.

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Publicado em Opinião