Trumpolineirices, Coelhices, Almeidices e Costices…

por Paulo Neto | 2017.02.20 - 15:08

 

 

Um

Políticos, banqueiros e quejandos têm feito tanto mal e provocado tantos e tais danos, que há uma auto-defesa colectiva, da maior parte da população, no sentido de os esquecer e quase fazer de conta que não existem.

Grave e terrível erro, pois eles apostam nisso, nessa reação de amnésia geral, para reincidirem nos seus “atentados” sem escrúpulos, os dessa micro minoria que destina os destinos dos povos.

Há pois que, cada vez mais, estarmos criticamente atentos, interventivos, activos e não silenciarmos com mantos de silêncio o seu charivari obsceno.

Trump, o clown president dos States, cada vez mais age como um psicopata, um esquizofrénico, que fez da Casa Branca um palco para representar Hamlet, talvez a mais trágica das peças shakespearianas.

A invenção de um ataque terrorista na Suécia propalado para uma multidão ululante de quase dez milhares de adeptos da direita radical, seus fiéis seguidores, um facto que nunca aconteceu, mas foi inventado para açular os mastins, é prova disso, como disso são provas as mentiras que profere em conferências de imprensa, com o maior e mais teatral despudor, perante uma comunicação social que quer castrar e um povo que pretende enganar. Nem na pior ficção científica tal seria pensado ocorrer… Hitler começou assim.

Dois

Em Portugal, a direita do chincalhão, de Coelho, Montenegro, Cristas, Magalhães et all, pretende destruir pela descredibilização a banca pública, que tanto almejou privatizar, fazendo da CGD o seu cavalo de Troia para servir intentos, não nacionais, mas meramente político-arruaceiros.

Pobres diabos, nada mais têm a que se agarrar e, nessa espécie de naufrágio em que soçobram, no esbracejar da salvação, a qualquer boia deitam unha, sem olhar a meios para se manterem à tona no carrocel mediático. As sondagens já lhes começam a dar a recompensa. Parece uma farsa vicentina.

Três

Em Viseu, amanhã é dia da “crónica do choradinho”, do fado da desgraça, de Almeida Henriques, no CM, tão abusivamente apodada de “Terras do Demo”, misturando Aquilino Ribeiro, um Homem cuja vida foi um exemplo de coesão, verticalidade e luta pela liberdade, com as suas ejaculatórias patéticas, de um fulano que ainda nada mais almejou fazer por Viseu do que tentar projectar-se, servindo-se da cidade que o elegeu para o efeito. Numa casa mal-arrumada, desmazelada e cheia de polémicas, este indivíduo, à dimensão de uma freguesia do Concelho, julga-se, na sua hiperactiva auto estima, o Marquês de Pombal.

Talvez, se lesse a História, percebesse qual foi o triste fim desse déspota governante…

Quatro

O governo PS fica muito mal no retrato com os aumentos constantes e consentidos dos preços dos combustíveis.

Esta escalada galopante que cai e pesa sobre a bolsa de todos os automobilistas, vai a breve trecho desencadear a subida dos bens de primeiríssima necessidade, a começar pelo pão.

A entidade reguladora da “coisa” parece uma espécie de “fantoche” nas mãos das galps deste país. Ao governo interessam-lhe as subidas, pois mais arrecada.

E quando vêm dizer que baixaram o gasóleo para os profissionais, contam meia verdade ou, se preferirem, meia mentira. Pois só acontece nos postos fronteiriços e para os camiões de longo curso, internacionais, não podendo mais nenhum profissional de milhares de PME’s dele usufruir.

O governo já leva 65% em cada litro de gasóleo. Mesmo que digam que é fundamental para compensar outras medidas sociais, este “roubo” sem fim já mete nojo. Mas mete mais nojo a entidade reguladora do sector e aquilo que mais parece uma “cartelização” de todos os envolvidos.

Vergonha, ponderação e sensatez precisam-se urgentemente!

 

(foto DR)