Ruas e a ávida sede de protagonismo

Se isto não fosse grave seria risível, pois a porta de entrada há-de ser do tamanho da porta de saída e estas ameaças mais parecem obra de “miúdo mimado” do que de um presidente da câmara, ainda por cima de provecta idade.

  • 13:44 | Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021
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As últimas declarações de Fernando Ruas por aí propaladas mostram um cidadão incoerente, arrogante e pouco sereno.

Só assim se explica que mantenha o absurdo braço de ferro com o deputado e vereador do PS João Azevedo acerca do Centro de Ambulatório e Radioterapia no CHTV.

Se até aqui tudo não passava de um “embuste” — a palavra não é minha — hoje é uma realidade que Ruas quer que, a toda a força, seja considerada obra sua. E já agora porque não do seu governo?


Mas vai mais longe e ameaça – não sabemos bem quem, ou quem lhe liga?! – sair da presidência da CIM Dão Lafões, onde os autarcas do PS lhe deram um estranho benefício de dúvida, vergando-se ao vexaminoso consenso de nele votarem… ameaça sair dessa presidência que ainda nem aqueceu, renunciando ao lugar que os autarcas, seus pares, lhe outorgaram. Nem mais…

Se isto não fosse grave seria risível, pois a porta de entrada há-de ser do tamanho da porta de saída e estas ameaças mais parecem birras de “miúdo mimado” do que de um presidente da câmara, ainda por cima de provecta idade.

Fica no ar a pairar a arrogância de sempre, que não perdeu antes parece ter inflado em grandeza. E fica mais evidente, uma postura de radicalização de atitudes que, longe de dar CONFIANÇA, deixa a pairar incerteza, dúvida e… desconfiança no futuro. Desconfiança essa que decerto fechará mais portas do que aquelas que abrirá. Para mal de Viseu e dos viseenses.

Só falta vir agora, também, o presidente da distrital do PSD, o deputado Pedro Alves, em vésperas de eleições partidárias, ameaçar que se demite se a paternidade da obra não for sua. Ou se Rangel não ganhar…

Enfim, se uma paródia era na antiguidade grega uma satírica ode cantada a par, esta audível cacofonia estridente é um “miserere a cappella“, ziguezagueando em fífios ecos nas ramarias do Rossio.

 

(Foto DR)

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Publicado em Editorial