Quem pára Rangel?

E tudo porque, de súbito, Rangel pretende um Conselho Nacional extraordinário visando antecipar o congresso previsto para meados de Janeiro, por forma a tentar sair dele “em ombros” e capacitado para ir à luta contra António Costa.

  • 13:51 | Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
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Paulo Rangel o putativo candidato à presidência do PSD anda num sururu imparável.

Face ao novo cenário político com dissolução da Assembleia da República e eleições legislativas antecipadas, Rangel joga as cartas todas do baralho no sentido de, lesto, “passar a perna” a Rui Rio.

Talvez por isso e para expor as suas magnas razões, solicitou audiência ao Presidente da República, enquanto candidato, numa diligência que obteve a anuência do Presidente o qual, perante os factos, não ficou muito bem no retrato, mais parecendo estar a tomar partido entre os candidatos em contenda e, ao mesmo tempo, abrindo um pesado precedente que o obrigará, doravante, a receber todos os candidatos a presidentes de qualquer partido, passando por cima dos presidentes em exercício de funções, legitimamente eleito pelos seus correligionários para o cargo e para a função.

E tudo porque, de súbito, Rangel pretende um Conselho Nacional extraordinário visando antecipar o congresso previsto para meados de Janeiro, por forma a tentar sair dele “em ombros” e capacitado para ir à luta contra António Costa.


Em declarações públicas, e acerca da reunião de Rangel com Marcelo, Rio afirmou: “estará no papel dele a pedir o que interessa”, logo contrapondo, com uma alfinetada profunda a Marcelo: “O Presidente da República, se quer aceder a uma coisa dessas, não está na mesma sintonia de pensamento que eu, eu ponho o interesse nacional à frente”, acusando nas entrelinhas MRS de não pôr o interesse nacional à frente das quezílias internas partidárias, a elas cedendo e delas sendo “comparsa”.

 

(Foto DR)

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Publicado em Editorial