Ó Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista…

Passámos do muito e mais para o pouco e menos. Passámos do feérico  deslumbramento para a bucólica simplicidade de Elvas e da quinta da Malafaia.

  • 15:30 | Domingo, 12 de Junho de 2022
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Apesar de todos ou quase todos termos a memória curta, alguns ainda se lembram, no “anterior regime”, das esfuziantes e delirantes campanhas publicitárias, pagas a preço de ouro, para fazer crer que Viseu era o centro do Universo e para arranjar matéria pseudo-consistente para colocar a cidade no Top 10 dos destinos turísticos portugueses.

Novos tempos, novos regimes, novas visões para o destino do concelho.


Passámos do muito e mais para o pouco e menos. Passámos do feérico  deslumbramento para a bucólica simplicidade de Elvas e da quinta da Malafaia.

A primeira, numa geminação bizarra, a pretexto de hagiograficamente terem um mesmo santo padroeiro, São Mateus, serve de luzida embaixada ao raiano burgo do Alto-Alentejo. Embora haja quem diga que, santos à parte, tal se deveu apenas ao facto da cônjuge de um autarca ser de lá natural. Fantasias, provavelmente, nas quais não cremos porque, a terem ponta de verdade, seriam de um inaudito e decadente parolismo.

 

Sendo este o critério, a autarquia viseense deverá, de seguida, fazer geminação, pelo menos, também com a histórica vila de Soure, no distrito de Coimbra, irmanada no mesmo santo.

A segunda, da Malafaia, para o arraial minhoto onde Ruas costumava levar os idosos do concelho, principalmente antes das eleições, para não se esquecerem dos “desígnios do Senhor”. Provavelmente estará à espera de 2025 e de uma acalmia da pandemia, para não tornar o festivo e sazonal êxodo, numa letal festividade.

 

 

De certo, valha tal o que valer, é a nova Viseu de Elvas e São Mateus, já não constar do tal discutível Top 10 das smart cities prenhes de farandolice, muita parra e pouca uva. E por falar na uva, da glorificação baquiana do Dão passamos às águas do douro e Paiva?

 

 

 

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Publicado em Editorial