Marcelo arranca com vigor

Estas emblemáticas viagens e respectivos encontros com Francisco e Felipe, após a ida ao Porto, evidenciam tacto e diplomacia, proximidade e contiguidade de um percurso iniciado em 2016 mas com sincronias anteriores bem marcantes enquanto reconhecido professor universitário, polémico jornalista, sagaz comentador político e  empreendedor presidente do PSD.

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  • 12:13 | Domingo, 14 de Março de 2021
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Após a sua tomada de posse em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu-se ao Porto. A segunda cidade de Portugal, numa simbologia de saudar e de se afirmar de Norte a Sul da Nação.

Depois coube a vez do Vaticano e da audiência com o Papa Francisco. Segundo Marcelo, o Vaticano foi quem primeiro reconheceu Portugal, em 1179. Foi profícuo o encontro com Francisco, ele próprio recém-chegado do seu périplo histórico pelo Iraque, tão cheio de significado no estabelecimento de pontes religiosas.

De Francisco trouxe a vontade e a certeza de uma visita a Lisboa e a Fátima em 2023.


De seguida, nesta marcha simbólica, Marcelo foi a Madrid encontrar-se com Felipe VI.

A Espanha, a Norte e a Oeste traça a única fronteira terrestre de Portugal e, se nem sempre os “nuestros hermanos” foram estimáveis vizinhos (1383-1385, do Cerco de Lisboa a Aljubarrota; 1580-1640 e os 60 anos de dominação filipina…) a dar azo ao provérbio, “De Espanha nem bom vento nem bom casamento”, Marcelo quis significar que querelas d’antanho há muito esquecidas estão. e que o caminho futuro é fraternamente trilhado.

Estas emblemáticas viagens e respectivos encontros com Francisco e Felipe, após a ida ao Porto, evidenciam tacto e diplomacia, proximidade e contiguidade de um percurso iniciado em 2016 mas com sincronias anteriores bem marcantes enquanto reconhecido professor universitário, polémico jornalista, sagaz comentador político e empreendedor presidente do PSD.

Este auspicioso início do segundo mandato de Presidente da República, evidenciando-se pela positividade dos seus actos públicos e políticos acentua o contraste desairoso das duas passadas semanas do seu antecessor, Aníbal Cavaco Silva, marcadas pela insensatez e indelicadeza de que deu tristes provas.

 

(Foto DR)

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Publicado em Editorial