Começou o 1º round Fernando Ruas / Almeida Henriques, arbitrado por Passos Coelho?

por Paulo Neto | 2017.01.05 - 08:42

 

 

Diz quem sabe que Pedro Passos Coelho poderá ter vindo com urgência a Viseu, a solicitação de Ruas,  a uma prementíssima reunião da Concelhia, onde esteve durante duas horas. Será possível? Não acreditamos…

E porquê?

Porque as declarações de Almeida & Sobrado sobre a dívida e o passivo herdado, numa revista municipal,  terão deixado Ruas transtornado e disposto a pôr fim à brincadeira. Do género “AH não é candidato e se for eu apresento um candidato à Câmara de Viseu”. Até se fala num possível nome de José Paulo Moreira Cardoso de Meneses, presidente da Junta de Farminhão, que neste momento pode ser um autarca desconhecido para muitos, e daqui a três meses andar na boca dos viseenses, com todos os “ruístas” a crescerem em seu redor…

A realidade do estado das finanças da CMV tem sido alvo de ziguezagues constantes em que AH tanto fala da dívida herdada, como da mega poupança por ele feita, como da necessidade de pedir largos milhões de empréstimo à banca. Uma confusão…

Ruas terá feito jus ao aforismo: “Quem não se sente não é filho de boa gente” e vai daí, contra ventos e marés, rapou dos galões a que tem direito e em defesa do seu bom nome exigiu a dilucidação cabal da “narrativa homicida” em que Almeida & Sobrado tanto se têm empenhado. Será?

Como atrás referimos, perante estes acontecimentos de última hora, Passos Coelho poderia ter vindo arbitrar a questão a Viseu. Do resultado dessa eventual reunião que terá tido com as estruturas do PSD local, há um silêncio ensurdecedor. Das duas uma: ou a loiça se escaqueirou toda ou conseguiram colar os cacos a pôr sobre a remendada e puída toalha desta mesa, onde os convivas mais parecem pugilistas num ringue de boxe, do que comensais alegres e apaziguados a brindar a Viriato com a boa pinga do Dão.

Certo é que até ontem, o PSD ainda não tinha tornado pública a candidatura de AH a Viseu. E hoje, com toda esta agitação,  esta primeira semana de 2017 pode trazer reformulação de muitos actos e atitudes. E poderá mesmo dar-se o caso de Almeida Henriques estar face à prova de fogo mais dura da sua carreira, perante um Ruas que arregaçou as mangas e lhe apontou um uppercut letal aos queixos.

Vamos esperar para ver. Que a poeira assente e se vislumbrem os contornos daquilo que, afinal, pode ser apenas um “fait-divers” resolvida entre “famílias”. Ou uma brincadeira de mau-gosto…

Entretanto, Fernando Figueiredo já põe o dedo na ferida. Aqui…

http://gamvis.blogspot.pt/2017/01/noticias-do-vento-que-passa.html

O jornal de Negócios, não sabemos bem com que afinados critérios, sobre a CMV aponta dívidas a pagar de 27.728.628,00 €.

Aqui:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/autarquias/detalhe/mapa-descubra-qual-e-a-saude-financeira-do-seu-municipio

O RD já tinha noticiado sobre o outdoor colocado por AH, que acentuava os paradoxos kafkianos desta gestão, que diminuía a dívida em 3 milhões e enriquecia os cofres da autarquia em 10 milhões de euros… não obstante querer pedir um bem gordo empréstimo à banca?!

Será que estas contas são só para grandes crânios como o de Sobrado, o “mágico da propaganda”? Ou servirão apenas para cada vez mais estranhos e polémicos passes de ilusionismo suicida?

E sobre isto tudo, que tem a dizer o PS e o CDS-PP, a oposição camarária no executivo?

As dívidas de Ruas? Eu nem acredito…