António Borges e Hélder Amaral: dois ases cheios de pedalada

por Paulo Neto | 2016.08.01 - 14:18

 

 

O nosso estimado congénere Dão e Demo deu-se ao cuidado de analisar as intervenções no plenário da AR dos deputados eleitos pelo distrito de Viseu. São interessantes as conclusões a que chega. Relevamos algumas, com a devida vénia…

Hélder Amaral – 22 intervenções

António Borges – 03 intervenções

José Rui Cruz – 0 intervenções

Destes dados publicados no site oficial da assembleia da República, que conclusões políticas se podem retirar?

 

Hélder Amaral não fala em Viseu, no distrito e na Câmara onde é vereador da oposição. Este palco será de menor dimensão para ele e só se usará, quatro meses antes das eleições para vir procurar os votos que lhe dão acesso a deputado, servindo-lhe sim, como ribalta para o seu público só de pares feito.

HELDER

Hélder Amaral tenta ser um político de grandeza nacional, tendo-se destacado fundamentalmente como comentador futebolístico num qualquer canal televisivo onde é de moda ter jogadores a falar de política e políticos a falar de bola.

Por seu turno, António Borges, o ex-presidente da Câmara de Resende, presidente da Federação do PS Viseu, comendador agraciado por Cavaco Silva e qualquer-coisa-mais para os lados do Bessa, não tem de que falar à Nação. Pudera, entretido como andará a filiar militantes para os lados de Resende, Cinfães, Lamego… o tempo sobrante não será suficiente para assuntos de somenos importância ou lana caprina.

Hélder Amaral está na recta final de deputado e tenta evidenciar-se para outros chamamentos, aliás a bom exemplo do ex-líder Paulo Portas.

António Borges constrói no terreno a garantia profissional granjeada, sabendo que na estrutura política nacional do PS ninguém lhe liga pêva… faltando-lhe somente a coragem de vir a terreno, em Outubro de 2017 como candidato socialista à Câmara de Viseu. É homem para isso!

Duas estratégias diferentes, pois Hélder Amaral já não conseguirá votos localmente e, os eleitores, já não o verão como credível e hipotético candidato local.

Quanto a José Rui Cruz, um dos nossos enfermeiros preferidos, ainda não terá encontrado matéria à altura da sua oratória, eloquência e competência, estando a criar expectativas e algum suspense para a sua magistral intervenção, decerto a fazer aí para Setembro do próximo ano.

Ou então, ouvindo o loquaz Hélder Amaral, meditabundo cogitará para os seus botões: “Para não dizer nada mais vale estar calado”, o que é, convenhamos com justiça, enfoque de muito assisado e sensato acerto.

A política partidária requer muita “inteligência”…

 

(foto de Hélder Amaral DR)