Almeida Henriques a presidente da Câmara de Lisboa!

por Paulo Neto | 2016.10.03 - 15:52

 

Quando escuto as actuações e as intervenções, vejo as intenções e pressinto as acções do presidente da Câmara de Viseu, fico sempre com a sensação de que o homem é mal-empregado cá para o burgo e que apenas um território de significativa expressão nacional lhe faria justiça, em termos das suas quotidianas ideias, das suas congeminações a cada meio-dia, dos seus intentos a cada hora que passa.

Exuberante como um cientista, deve ter pouco repouso face ao afluxo crónico e debordante da conceptual dinâmica estuante que produz. AH é como um Tejo, lezírias fora, em tempo de cheias…

Por isso, que mais não fosse, AH é desaproveitado para este concelho. Se não criarem o cargo de coordenador de todo o distrito (pelo menos), será destratado no imenso manancial das suas aptidões e competências.

Ainda no passado dia 28 de Setembro, pelas 17H30, muito animado, integrando um painel catita, no CCB, sobre o tema “Cidades Digitais”, no “26 Digital Business Congress”, era ouvi-lo dizer, modelarmente, ensinando àqueles alfacinhas manientos:

Os conselhos estratégicos criados em Viseu têm sido fundamentais na modernização do concelho”. Infelizmente, não disse quais, talvez se estivesse a referir a iniciativas do tipo Conselho da Diáspora, Conselho Municipal do Consumo, Gabinete Municipal de Apoio ao  Investimento, Fórum Viseu Cultura…, etc.

Estão 4.500 miúdos em 15.000 a aprender a tocar um instrumento musical…”. Aqui se deixa um louvor, porém, pelo investimento em marketing, até pensávamos serem 14.000.

O centro de competências da IBM está a localizar-se em Viseu…”. Sinceros parabéns. Isso sim, são excelentes novas.

Daqui a dois anos acaba o trânsito na sé.” Lá terá então o ensejo e o pretexto para cavar os seus Parques de Estacionamento, na versão neomoderna da arqueologia urbana.

Até final do ano vão ter tecnologia LED em Viseu…” e tudo isto, naturalmente fruto da sua competência, é cenário não do passado terrível que herdou, mas sim dum presente eficaz que constrói para, um dia, ser posto em prática num futuro ainda por clarificar.

O que ele ainda clarificou foi que e sobre as “acessibilidades” Viseu-Coimbra: “O Estado nem as linhas sinalizadoras pinta no IP3 e, se for necessário, já o fiz saber, a CMV paga as tintas e mete lá os funcionários…”  Que se cuidem as Infraestruturas de Portugal!

Este homem é um leão com olhos de águia!

Escusado será dizer que arrumou a um canto todos os outros membros do painel: Filipe Araújo, vereador do Ambiente e Inovação da CM do Porto; Duarte Cordeiro, vice-presidente da CM de Lisboa e Miguel Pinto Luz, vice-presidente da CM de Cascais… que se roíam de inveja por não terem por lá massa crítica daquele quilate. Até o moderador do tema “Cidades Digitais” se engasgou, o António José Teixeira, que já não sabia se eram, afinal “Cidades Virtuais”.

Quando é o próximo congresso?