A nova forma de censura

Claro está que os ditos padrões da comunidade de rede social, polémicos e acriteriosos, sem rigor nem princípios, acatam com o autismo fanático de um Torquemada os atentados à liberdade de expressão e correm ao lado dos “bufos” como lebréus atrás de láparos.

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  • 21:22 | Segunda-feira, 25 de Abril de 2022
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Por hábito e sistema, após termos editado um texto, seja de informação, de opinião ou o editorial na plataforma www.ruadireita.pt, “migramo-lo” para a página do FB Rua Direita Viseu.

Ultimamente, determinados indivíduos que não respeitam o direito de opinião e a liberdade de expressão, provavelmente conotados com um determinado partido de um certo quadrante bafiento, denunciaram esses artigos que, e no fundo, apenas condenavam a invasão da Ucrânia pelas tropas Russas e a destruição de um Estado soberano por um outro Estado, ultranacionalista e saudosista de uma expansão imperialista seja a que custo for.

E o a que custo for significa milhares de mortes de civis, velhos, mulheres, crianças, destruição total de cidades, hospitais, museus, escolas, teatros, pilhagens, raptos, violações… genocídio… crimes de guerra.


Essa “rapaziada”, para não usar pior nome, só aprecia e está de acordo com os conteúdos dos artigos se eles se enquadrarem na sua paralelepípeda formatação mental, exercendo desta forma vil a sua censura privada, a censura que tanto condenaram e contra a qual muitos deles tanto lutaram.

Talvez seja a prática corrente de uma nova geração de empedernidos monolitizados ou então, da velha geração, obsoleta e antolhada, estagnada temporalmente no início do século passado.

Claro está que os ditos padrões da comunidade de rede social, polémicos e acriteriosos, sem rigor nem princípios, acatam com o autismo fanático de um Torquemada os atentados à liberdade de expressão e correm ao lado dos “bufos” como lebréus atrás de láparos.

Orwell já explicava isto em 1949, no seu livro “1984”, onde distopicamente denunciava as perfídias do totalitarismo.

Não serão estas atitudes que nos condicionarão a liberdade de expressão. Apenas servem para uma melhor compreensão do tipo de alguma gentinha (mesmo sendo árvores e não a floresta) que anda por aí aos gritos pela Liberdade, mas… desde que dentro dos seus esconsos parâmetros do real, e de acordo com uma concepção ferreamente paralisada e imobilista da Verdade.

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