A estafada inépcia de Almeida Henriques & etc. e tal…

por Paulo Neto | 2016.04.11 - 12:50

Não vão à feição os ventos para o marear de Almeida Henriques. Nos últimos dias têm sido vários os tiros dados nos pés. Este inusitado excesso de pirotecnia ou fogo-faralho, pode tornar-se-lhe fatal.

O jornal seu “amigo” e do seu co-colega, de repente, passou de adjuvante a oponente da sua governação (passou?). O que é tanto mais estranho quanto em 2015 terá sido o seu mais estimável cliente. Uma série de trapalhadas com chamadas de capa de declarações ditas descontextualizadas, na exacta 6ª feira que antecedeu o congresso do PSD, seguida de direitos de resposta e demais respostas ao direito de resposta, ainda vieram pôr mais vinagre na cabidela, acidulando em demasia o seu gosto e não cortando, antes aumentando, o sabor a sangue fresco.

De seguida, a hibernada oposição socialista ao executivo laranja da câmara de Viseu, quase três anos após as eleições e a perto de um ano de novo sufrágio, aproveitou a Páscoa para ressuscitar e lá arregaçou as mangas das camisinhas azuis para vir malhar nas contas públicas e no relatório pelos autarcas apresentado. Aqui d’el-rei que há centenas de precários, que a despesa externa disparou, que o a-prazo emagreceu, que a obra não se vê…

Não se vê, temos vindo nós a dizer desde o após-estado de graça do primeiro ano. Os socialistas, na sua extravagante visão de oportunidade apenas agora — com as vidinhas arranjadas — começaram a pôr os óculos no nariz. Afiam os dentes para o próximo acto eleitoral, profundamente desacreditados pela inacção que antecedeu este despertar tardio da bafienta consciência. Nada que nos admire. Sun Tzu não faria melhor na sua arte marcial.

Como se já não lhe bastasse esta “praga”, Ruas vem de Bruxelas aguerrido e espicaçado pelo destrato do seu “estimado amigo” Almeida Henriques… Et voilà, este é o seu verdadeiro opositor. Os socialistas não contam para nada, tal o descrédito a que chegaram e a tergiversante linha de actuação que demonstraram.

De “boutade” em “infelicidade”, Almeida Henriques e a sua rapaziada, para além de um cinzento Seixas, uma vereadora da cultura cujo nome poucos conhecem (quanto mais a acção), um Gouveia repentinamente invisível, fica com o palco todo, cujas cortinas abrem e fecham pelas mãos de dois apaniguados que deveriam ser da IIIª divisão, mas parecem ser a “reserva moral e ideológica” da sua “nação“. Entre assessores borboleteantes e chefes de gabinete volantes, nenhum dardo parece acertar no alvo, aumentando de dia para dia o rol já extenso de “inconseguimentos” de um autarca ansioso de protagonismo, centrado na projecção da sua imagem e delgadinho nas medidas em prol da cidade e dos munícipes que o sufragaram, para lá da estralejar do costume, flash deslumbrante mas de uma efemeridade de segundos e do qual nem canas se aproveitam.

Como se não bastasse parece ter-se agora envolvido em guerrilha com a Direcção de Finanças de Viseu, com acusações ocas, para fazer agenda e marcar território sectorial, acerca de responsabilidades num cerco fiscal a empresas da região, o que parece ser tudo menos verdade.

Hibernado também parece andar o seu recente “companheiro” ex-opositor, do CDS-PP, que desde o inenarrável PàF desapareceu nas areias movediças de Alcácer-Quibir, para não mais se vislumbrar, senão como comentador de matches desportivos. Com uma concelhia invisível e uma distrital marca “soi-même“, ou roda 180º ou desaparece do distrito.

Também na concelhia do PSD se apresenta Joaquim Seixas à luta, decerto para precaver o background do seu líder espiritual Almeida Henriques. Para a distrital desenha-se Pedro Alves, ficando vago o lugar do comendador Lopes e permanecendo Tondela com acerto representada. Quem descerá do Norte do distrito?

Na concelhia do PS Viseu, a pugnitiva Lúcia Silva veio à carga clamando que Adelaide Modesto será pouco mais que um “plof“, tecendo-lhe duras acusações e transmitindo a mensagem: eu sou a futura presidente da Concelhia… Na distrital, outro “plof“, o comendador-Borges que já mostrou quantas octanas tem o combustível que o locomove e que a sua linha de “união e coesão” é um mero ziguezague incoerente, ou em prol de coerências incubadas  e circunstanciais.

Entretanto, Tondela acomodou-se ao seu director do Centro de Emprego, cuja polémica, ao fim de mais ou menos uma dezena de dias, caiu no esquecimento. Eles já contam com isso… Sabem-na toda!

A procissão deu a primeira volta ao adro…