Indiferença

por Maria Teresa Merino | 2014.10.27 - 18:05

 

Naquele dia, o tocar a vida era um toque sem sensação, talvez frio…

Há muito que era assim, será que era impessoal?

Ou demasiado pessoal, ou será que era defensivo?

Nunca me interroguei sobre isso, talvez por medo!

Escondi-me na indiferença, é um esconderijo invisível sem cor, sem amor,

A indiferença, não tem aroma não tem afeto não tem frio!

A indiferença é cega é escura não tem sentimentos nem sol, nem lua…

Foi assim, naquele dia!

 

Naquele dia, não encontrei o mar…

Perdi aquele azul, cheio de azuis e verdes que nascem e morrem no oceano!

Não encontrei as belas sereias arquejantes, ardentes, sensuais onde habita a fantasia, o amor… a ilusão!

 

Naquele dia, assim, sem mais nada… Encontrei a tua mão

Naquele dia, o dia fez-se dia … ao te olhar!

Naquele dia, foi o primeiro de tantos dias sem escuridão…