Paraguai: quando a extrema-direita governa

Hoje, Santiago Peña, em prisão domiciliária, enfrenta graves acusações correndo o risco de incorrer em pesada pena de prisão

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  • 16:06 | Sábado, 07 de Novembro de 2026
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O ‘milagroso’ presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, acaba de ser unanimemente destituído pelo Senado do cargo e colocado em prisão domiciliária por causa do seu envolvimento no escândalo da falência do banco Uena – uma plataforma de crédito – ao qual estava pessoalmente ligado e da qual era accionista, sendo ainda acusado de tráfico de influências, entre outras.

Esta derrocada levou consigo as poupanças de milhões de paraguaios, nomeadamente dos mais necessitados, os quais virem cancelados os acessos às suas contas bancárias e às pensões aí depositados.

Com Peña foram detidos os principais responsáveis do banco, assim como o PDG do Banco Central, Carlos Carvalho


Quem é Santiago Peña?

Economista e político, foi eleito presidente do Paraguai pelo Partido Colorado, conservador e próximo da extrema-direita, em Agosto de 2023, tendo antes desempenhado funções de director do Banco Central, Ministro da Fazenda, membro do CA do banco Amambay, professor universitário… sendo visto como uma espécie de mago das finanças e um fervoroso adepto da “revolução” dos fundos de pensões. Como se viu…

Na política interna Peña centrou a acção do Estado nas áreas da Saúde, Educação e Segurança passando todos os outros sectores para as mãos dos privados.

Limitou a liberdade de expressão da imprensa. Assinou acordos com Donald Trump acerca de deslocação de  migrantes e sobre cooperação militar privilegiada. Apoiou fervoroso de Israel na ONU, opôs-se à acusação de genocídio na faixa de Gaza e ao pedido do TPI de mandato de prisão contra Netanyahu.

Hoje, Santiago Peña, em prisão domiciliária, enfrenta graves acusações correndo o risco de incorrer em pesada pena de prisão.

Peña, juntamente com o seu amigo Javier Milei, presidente da Argentina, pelo Partido Libertário de extrema-direita, prometeram o céu e o paraíso para serem eleitos e hoje, atascados em graves escândalos de corrupção, tráfico de influências e de apropriação indevida de bens públicos, começam a mostrar o verdadeiro rosto da sua acção política e governativa que provocou a queda e prisão de Peña e, em 2027, um futuro pouco auspicioso para Milei que nesse ano irá a votos, a 24 de Outubro.

 

(Foto DR)

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