No dia em que foi anunciado o Prémio Nobel da Paz, à juíza sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, ex-presidente do Tribunal Penal Internacional e figura que denunciou o genocídio na Palestina, laureada que segundo o Comité do Nobel “desempenhou um papel fundamental para garantir que os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e o genocídio fossem objeto de processos judiciais“, o “oferecido” e deslumbrado Trump, que anda todos os anos a proclamar o seu magno merecimento para receber este galardão ficou possesso.

(Foto DR Reuters)
Por não ser para ele;
por ser para uma cidadã negra;
por ser uma mulher que denunciou o seu “compadre” Netanyhau;
pela sua ligação à ONU e ao TPI;
por estar ligada a todas as organizações internacionais que ele quer extinguir…
… ele que poria fim ao conflito Russo-Ucraniano a seguir ao dia da sua reeleição;
ele que poria fim ao conflito Israelo-Palestiniano em 24 horas;
ele que acicata os conflitos para poder vender armamento made in USA – dos arquimilionários seus apoiantes;
ele que invade países soberanos, como a Venezuela, para poder apossar-se das suas reservas petrolíferas;
ele que quer tomar a Gronelândia, o Canadá e tudo que mais lhe ocorrer;
ele que é o Corifeu das fake news;
ele que tentacularmente tudo faz para influenciar as eleições no Brasil, em Espanha, na Alemanha e etc.;
ele que impôs sanções a Putin e a quem vai agora comprar milhões de barris de petróleo através de uma empresa da qual é sócio um dos seus filhos, que só é sócio por ser filho de quem é;
ele que veio agora dizer que é preciso destituir o presidente democraticamente eleito da Ucrânia, Vladimir Zelensky, acusando-o de atacar as refinarias russas, que agora fazem parte dos seus interesses negociais…
… ele, Donald Trump, pai do iliberalismo e preconizador da despótica Nova Ordem da extrema direita Mundial, a poucos dias das eleições intercalares de 5 de Novembro, tudo faz para se manter à tona de água, mesmo que para o efeito, maquiavelicamente, tenha que cometer toda a espécie de atrocidades, de corrupções, de actos censórios, de perseguições, de atropelos aos Direitos Humanos, de uso indevido e ilegítimo dos poderes que lhe foram constitucionalmente consignados, este indivíduo acusado de dezenas de actos criminosos, alegadamente envolvido nas redes de pedofilia de Epstein… é hoje o “dono disto tudo”… enquanto potências aparentemente adormecidas como a China o permitirem e enquanto mantiver adormecido o povo que o reelegeu.
Por tudo e mais alguma coisa, laurear com o Nobel Pillay foi um grosso espinho cravado no seu desmesurado e ignóbil ego, ela que segundo o Comité do Nobel “responsabilizou os Estados e os líderes nacionais, trouxe esperança às vítimas de violência e conflitos e demonstrou uma firme bússola moral ao longo da sua longa carreira“.