Dia de Consciencialização sobre o Idadismo 2026

Stop Idadismo e parceiros de Portugal e do Brasil juntam-se à mobilização internacional para combater o preconceito e a discriminação com base na idade

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  • 17:03 | Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
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A Associação Stop Idadismo, em parceria com as Obras Sociais Viseu, o Centro Social Vale do Homem e o Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC Brasil), associa-se à American Society on Aging (ASA) para assinalar o Dia de Consciencialização sobre o Idadismo — Ageism Awareness Day. Inspirada no Dia Internacional da Pessoa Idosa das Nações Unidas, celebrado a 1 de outubro, esta iniciativa chama a atenção para a existência e os efeitos do idadismo na sociedade.

Em 2026, a iniciativa destaca a riqueza e a diversidade das experiências de envelhecimento, contrariando a ideia de que a idade cronológica define quem somos. Envelhecer é uma experiência universal, vivida de formas diferentes por cada pessoa. As nossas vozes, histórias e perspetivas enriquecem a sociedade, e a idade deve ser reconhecida como parte dessa diversidade.

Em Portugal, a Associação Stop Idadismo associa-se a esta iniciativa desde 2023. A campanha deste ano apresenta a mensagem «Antes de julgar pela idade, conheça a pessoa», convidando a reconhecer preconceitos, questionar suposições e mudar palavras, atitudes e práticas que limitam oportunidades ou o direito de decidir.

José Carreira, presidente da Associação Stop Idadismo, afirma: «A idade não pode fechar portas nem retirar a ninguém o direito de decidir sobre a sua vida. Combater o idadismo exige reconhecer a pessoa para além dos estereótipos, escutar a sua voz e garantir oportunidades para aprender, trabalhar e participar. Esta campanha é um convite a mudar palavras, atitudes e práticas, todos os dias. Queremos uma sociedade onde cada pessoa seja respeitada pelo que é, em todas as idades.»


O que é o idadismo
A Organização Mundial da Saúde define o idadismo como os estereótipos — como pensamos —, os preconceitos — como sentimos — e a discriminação — como agimos — em relação a outras pessoas ou a nós próprios, com base na idade. Pode afetar-nos em qualquer fase da vida, sempre que alguém presume as nossas capacidades, interesses ou necessidades apenas pela idade que temos.

O idadismo manifesta-se nos locais de trabalho, nos sistemas de saúde, nas instituições, na publicidade, no entretenimento e nos meios de comunicação social. É uma das formas de preconceito mais difundidas e socialmente aceites, mas pode ser reconhecido e combatido.

Quatro mitos sobre o envelhecimento
Mito 1 — «Se evitar envelhecer, serei mais feliz e saudável.»

Realidade — Podemos e devemos mudar a forma como encaramos o envelhecimento. As perceções negativas sobre o próprio envelhecimento estão associadas a menor qualidade de vida e, segundo os dados destacados pela ASA, a diferenças de longevidade que podem atingir 7,5 anos.

Mito 2 — «Envelhecer é igual para todas as pessoas.»

Realidade — As experiências de envelhecimento variam amplamente. São influenciadas por fatores que vão da genética às políticas públicas e à cultura. O idadismo pode agravar outras formas de discriminação e desigualdade.

Mito 3 — «As pessoas idosas não aprendem coisas novas e concentram a riqueza.»

Realidade — Aprendemos e participamos em todas as idades. As pessoas idosas não constituem um grupo homogéneo: diferem nas condições económicas, nas convicções, nos interesses e nas experiências, como acontece em qualquer outra idade.

Mito 4 — «As diferenças entre gerações são enormes.»

Realidade — Estas diferenças são frequentemente exageradas. Podemos ter tanto em comum com pessoas de outras gerações como com pessoas da nossa. Os estereótipos geracionais dificultam a colaboração em questões que afetam todas as idades.

Uma mobilização que continua para além desta data
A ASA, os seus membros, parceiros e aliados promovem uma visão mais completa do envelhecimento e procuram remover as barreiras que impedem cada pessoa de envelhecer de acordo com as suas escolhas. A Stop Idadismo, as Obras Sociais Viseu, o Centro Social Vale do Homem e o ILC Brasil convidam a avaliar competências, perguntar pelos interesses e respeitar as decisões de cada pessoa. O combate ao idadismo continua para além de 9 de outubro.

Sobre a American Society on Aging
Desde 1954, a American Society on Aging reúne, capacita e representa profissionais que trabalham na área do envelhecimento nos Estados Unidos. Promove a liderança, o conhecimento e as competências de quem trabalha com e em prol das pessoas idosas. Mais informações e recursos da campanha: asaging.org/ageism-awareness/.

Sobre a Associação Stop Idadismo
A Associação Stop Idadismo defende um mundo para todas as idades, através da sensibilização, da educação, das relações intergeracionais e da promoção de políticas e práticas que combatam a discriminação com base na idade.

Sobre o Centro Social Vale do Homem
O Centro Social Vale do Homem (CSVH) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos, dedicada ao desenvolvimento social e ao bem-estar das pessoas. Atua nas áreas social, da saúde, da educação, da formação e da cultura, com respostas como estruturas residenciais, apoio domiciliário, centro de dia e apoio a pessoas com Alzheimer. Mais informações: csvh.pt.

Sobre as Obras Sociais Viseu
As Obras Sociais Viseu assinalam, em 2026, 60 anos de intervenção junto da comunidade. Desenvolvem respostas e projetos nas áreas da infância, da ação social, da inclusão e do apoio às pessoas com demência e aos cuidadores, articulando serviços e parcerias locais. A sua intervenção procura promover percursos de vida mais dignos e a participação das pessoas em todas as idades. Mais informações: obrassociaisviseu.pt.

Sobre o ILC Brasil
O Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC Brasil), com sede no Rio de Janeiro, é um centro de reflexão e produção de conhecimento sobre a longevidade. Desenvolve recomendações para políticas públicas fundamentadas em investigação e projetos de cidadania, contribuindo para o debate sobre as transformações sociais associadas ao envelhecimento. Mais informações: ilcbrazil.org.br.

 

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