Universidade Politécnica de Viseu e STAR Institute promovem Fórum Empresarial sobre Sustentabilidade e Economia Circular

A iniciativa reforçou, assim, uma mensagem transversal: avançar para práticas mais sustentáveis exige combinar conhecimento, capacidade de inovação e experiência empresarial.

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  • 20:42 | Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
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O Gabinete de Transferência de Tecnologia da Universidade Politécnica de Viseu (UPV) e o STAR Institute promoveram, no dia 23 de setembro, o Fórum “Desafios de Sustentabilidade e Economia Circular nas Empresas”, uma iniciativa integrada na Semana Europeia do Desenvolvimento Sustentável 2026 e no projeto INOVC+: Ecossistema de Inovação para a Transferência de Conhecimento e Tecnologia da Região Centro.

Realizado no STAR Institute, o encontro reuniu representantes da CCDR Centro, do sistema científico e tecnológico e de empresas, num espaço de partilha e reflexão sobre os desafios da transição para práticas e modelos empresariais mais sustentáveis e circulares.

Na sessão de boas-vindas, Elísio Oliveira, Presidente do STAR Institute, destacou o papel dos Centros de Tecnologia e Inovação na ligação entre investigação e empresas, salientando a sua importância para levar conhecimento e novas soluções até ao contexto empresarial.


Carla Coimbra, Diretora da Unidade de Planeamento e Desenvolvimento Regional da CCDR Centro, apresentou o trabalho desenvolvido no âmbito do Pacto para a Economia Circular na Região, destacando as Comunidades de Prática como espaços de partilha de experiências, conhecimento e colaboração entre diferentes entidades. A intervenção abordou também as oportunidades de financiamento disponíveis nesta área e a importância de uma maior participação das empresas, salientando a necessidade de dar maior visibilidade às soluções e aos recursos já existentes na região e de reforçar as redes de colaboração.

Da investigação às soluções

Mariana Domingos, investigadora do STAR Institute, apresentou vários projetos na área da sustentabilidade e da economia circular, mostrando como a investigação pode contribuir para compreender problemas, avaliar impactos e desenvolver soluções e alternativas mais sustentáveis.

Jorge Martins, Professor da UPV e Presidente da ARCP CoLAB, destacou a importância entre a academia e a economia real, defendendo que a inovação e a produção de conhecimento podem — e devem — resultar da interação entre estes dois contextos. Como exemplo desta ligação, apresentou projetos desenvolvidos em colaboração com empresas, entre os quais o ECOVinePanel, realizado em parceria com a MOVECHO.

 

Empresas mostram caminhos para a mudança

Andreia Borges, Engenheira para a Sustentabilidade da Borgstena, destacou a sustentabilidade como uma dimensão integrada na cultura e nos compromissos da empresa, apresentando os principais marcos da sua jornada de descarbonização e abordando os desafios que a empresa enfrenta na redução das emissões de gases com efeito de estufa. A intervenção mostrou ainda como esta dimensão tem vindo a ser integrada no desenvolvimento de novos processos e soluções.

João Salgado, CEO da Enbiente, centrou a sua intervenção na importância de analisar processos e identificar oportunidades de melhoria antes de avançar para novos investimentos em sustentabilidade. Salientou ainda que a adoção de soluções sustentáveis depende da sua capacidade para gerar benefícios concretos, nomeadamente ao nível do conforto e da economia.

Sustentabilidade e economia circular em debate

O Fórum terminou com uma mesa-redonda que reuniu os diferentes intervenientes, para uma reflexão conjunta sobre os temas abordados ao longo da manhã.

Moderada por Narciso Antunes, Professor da UPV e fundador da Quizzability, a conversa colocou em confronto diferentes perspetivas e experiências, evidenciando o valor da discussão na procura de respostas para os desafios da sustentabilidade e da economia circular.  “O conforto não nos leva à inovação.”, afirmou, sublinhando a importância de questionar práticas estabelecidas e desafiar ideias como ponto de partida para novas soluções.

A iniciativa reforçou, assim, uma mensagem transversal: avançar para práticas mais sustentáveis exige combinar conhecimento, capacidade de inovação e experiência empresarial.

Ao aproximar empresas, entidades regionais e instituições do sistema científico e tecnológico, o Fórum procurou contribuir para que esta partilha se traduza em novas oportunidades de cooperação e em respostas com aplicação concreta na região.

 

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