Os compromissos são para respeitar!

Se nos ativermos só ao último ano (2005) em que a CGA funcionou em regime aberto  concluímos que o Estado ficou a "dever" 1900 milhões de euros se tivesse pagado TSU.

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    • 14:18 | Quarta-feira, 19 de Agosto de 2026
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    A Caixa Geral de Aposentações (CGA) iniciou atividade em 1 de maio de 1929 e deixou de admitir novos beneficiários em 1 de janeiro de 2006.

    Durante todo este período o Estado nunca pagou o equivalente à TSU que as entidades patronais pagam à segurança social.

    Se nos ativermos só ao último ano (2005) em que a CGA funcionou em regime aberto  concluímos que o Estado ficou a “dever” 1900 milhões de euros se tivesse pagado TSU.

    Mas o Estado decidiu financiar o regime fechado da CGA (trabalhadores que entraram até 2005) através de uma lógica mista. O Estado entrega as quotas retidas aos funcionários e, para compensar o défice crónico do sistema, realiza transferências diretas anuais através do Orçamento do Estado.


    Assim, estas transferências anuais devem ser consideradas receita da CGA tornando este regime financeiramente neutro.

    O Estado escolheu o compromisso político em substituição de um Fundo que garantisse o pagamento das responsabilidades da CGA.

    Argumentou, para não pagar a TSU patronal, que o Orçamento do Estado garantia, em última instância, o pagamento de 100% das reformas dos funcionários públicos, não era necessário “simular” uma transferência interna de dinheiro entre ministérios e a CGA.

    Assim, o pagamento dos “défices” da CGA mais não é que pagar agora o que não pagou desde 1929.

     

    Manuel João Dias

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