Queixas sobre lixo urbano crescem 10,5% até julho e acionam alerta de saúde pública

Acumulação de lixo, falhas na recolha, contentores a transbordar e ausência de limpeza regular motivam os relatos denunciados no Portal da Queixa. Lisboa lidera as reclamações.

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  • 21:32 | Terça-feira, 11 de Agosto de 2026
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As reclamações relacionadas com lixo urbano aumentaram 10,5% este ano, refletindo um agravamento da insatisfação dos munícipes com a limpeza urbana, segundo dados do Portal da Queixa. Acumulação de lixo, falhas na recolha, contentores a transbordar e ausência de limpeza regular motivam os relatos. Há casos que apontam ainda para consequências graves ao nível da saúde pública.

Até 30 de julho de 2026, o Portal da Queixa registou um total de 220 reclamações relacionadas com lixo urbano, o que representa um crescimento de 10,5% face ao mesmo período de 2025, quando se contabilizaram 199 ocorrências. Este aumento traduz-se também numa subida do peso destas queixas no total das reclamações dirigidas às câmaras municipais, passando de 19,72% em 2025 para 20,79% em 2026.

A evolução mensal evidencia um agravamento ao longo do ano, com julho a concentrar 23,64% das ocorrências, seguido de junho (19,55%), indicando maior pressão durante os meses de verão.

Lisboa lidera reclamações e várias autarquias registam aumentos expressivos: Moita, Funchal, Torres Vedras e Odivelas


A Câmara Municipal de Lisboa lidera o número de reclamações neste segmento, com 17,73% do total, seguida de Sesimbra e Almada (5,45%) e Odivelas e Loures (5,00%).

Em termos de crescimento, destacam-se aumentos expressivos em municípios como Moita e Funchal, ambos com subidas de 500%, bem como Torres Vedras (+300%) e Odivelas (+120%). Estes dados evidenciam um agravamento significativo da perceção dos cidadãos relativamente à gestão de resíduos e limpeza urbana em diversos territórios.

Entre os principais motivos de reclamação destacam-se situações de acumulação de lixo, falhas na recolha, contentores a transbordar e ausência de limpeza regular. Muitos relatos apontam ainda para consequências graves ao nível da saúde pública, como infestações de ratos e insetos, maus odores persistentes e degradação das condições de salubridade.

Há casos reportados no Portal da Queixa que descrevem cenários de infestação em edifícios habitacionais, propagação de pragas para dentro das habitações, presença de entulho e deposição indevida de resíduos em espaço público, bem como atrasos ou ausência de intervenção por parte das entidades responsáveis.

De referir que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que a produção de resíduos tende a aumentar no verão, apontando agosto como o período mais crítico, o que poderá agravar os problemas já identificados.

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