A espiral de loucura mundial…

Também Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, manifestou a Marco Rubio, o secretário de Estado do seu principal apoiante, os Estados Unidos da América, o desiderato de ver encerrado o Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, alegando que esta instituição “põe em risco a justiça no mundo”.

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  • 12:39 | Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
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Donald Trump, o controverso presidente norte-americano, confirmou o seu desejo de ver Gianni Infantino, o polémico líder da FIFA, como Secretário-Geral da ONU, substituindo António Guterres. Dá-lhe muito jeito ter neste lugar uma marioneta comandada pela sua insânia…

Também Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, manifestou a Marco Rubio, o secretário de Estado do seu principal apoiante, os Estados Unidos da América, o desiderato de ver encerrado o Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, alegando que esta instituição “põe em risco a justiça no mundo”. O cúmulo do abjecto cinismo…

O TPI emitiu em 2024 mandados de prisão contra Netanyahu, também incluindo o ultra radical ministro da Defesa, Yoav Gallant, sob acusações de crimes de guerra, não deixando de fora, com idêntica acusações, o líder do Hamas.

Ora isto vindo um governante que está acusado de vários crimes, entre eles o de genocídio do povo palestiniano, com “uso da fome como método de guerra, perseguição, assassinato e actos desumanos”, é uma óbvia evidência da distorcida visão que estes governantes, que se crêem impunes, têm do mundo, em geral e da sua autocrática imunidade, em particular.


Ademais, na sua praxis política, a descredibilização das instituições democráticas, é fundamental para poderem impôr o seu temível despotismo.

Também para isso e com a proximidade das eleições intercalares nos EUA, em Setembro deste ano, Trump faz tudo ao seu alcance para que sejam questionadas as regras eleitorais, perante o cenário de uma eventual derrota, pois quem controla a política norte-americana são as duas Câmaras do Congresso: o Senado e a Câmara dos Deputados, segundo a opinião do especialista em política, Gary  Nordlinger, que enfatiza: “Quem controla a Câmara ou o Senado controla a agenda”.

Estes governantes anulam a verdade a seu bel prazer, distorcem a factualidade a seu gosto e tentam arruinar a credibilidade de tudo e todos que se lhes opõem.

Nos EUA, se as intercalares forem adversas a Trump, que já invocou o direito a um 3º mandato – que a Constituição não permite – a situação ser-lhe-á francamente negativa.

Também a crescente contestação interna  ao primeiro-ministro israelita e as eleições legislativas que ocorrerão a 27 de Outubro, podem ditar a sua derrota.

Logo, tanto num caso como noutro, se estas previsões se confirmarem, poderemos estar perante o princípio do fim, ou perante uma escalada de ilegítimas acções para imporem pela força o que o voto democrático lhes negou.

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