O líder do Chega, refugiado ainda na sua omnipresente infância, aparenta gostar de reinventar umas brincadeiras patéticas e serôdias do tipo jogar às escondidas, ao apanha, à amarelinha, ao pega-pega, ao jogo da velha, às cirandas, etc.
Desta feita, numa sexta-feira, quando os deputados já não estavam na Assembleia da República – também têm direito ao fim de semana – sob o vociferado lema “O país está um caos”, resolveu andar pelos “passos perdidos”, a tirar fotografias e a fazer os seus habituais filmes para tik tok ver.
No élan que o animava ou esquenturado pela brincadeira, deu-se mesmo ao trabalho de entrar, furtiva e abusivamente, em gabinetes e salas de trabalho de outros grupos parlamentares.
Para quê? Para fazer de contas que estava em horário normal de expediente e concluir que não havia ninguém a trabalhar, tirando ele e os seus colegas de equipa. Os incansáveis justiceiros de Cincinatti…
Quem não lhe terá achado graça terão sido deputados de outras forças partidárias, como o IL, que apresentou queixa ao presidente da AR o qual, quase inusitadamente, lhe deu andamento e remeteu para uma comissão qualquer, talvez de ética, de transparência, de estatutos de deputados, de deontologia… o que quer que tal signifique.
De seguida, irá para casa todo satisfeito a pensar na próxima brincadeira com que vai brindar os portugueses, principalmente os seus acríticos seguidores, que se exaltam e extasiam com estas pantominas e fanfarronices de miúdos de 10 anos.