Decorreu este fim de semana mais um congresso político. Desta feita, do PSD, o 43º, no velódromo de Sangalhos.
Veio a propósito para lamber feridas, desviar as atenções dos últimos falhanços, prometer que “agora é que vai ser”… a tal narrativa de quem não acerta o passo com a partitura e, de fífia em fífia, vai desfilando numa claudicante cacofonia.
Houve de tudo, até o regresso do filho pródigo, o travesso Santana que, nestas últimas décadas vai e vem como um yó-yó, sempre em estado de graça, promovido por socialistas, por sociais democratas, enfim, por quase todos quantos na política bulem.
Veio, reinscreveu-se como militante do partido e disse não pedir desculpa por ter saído. Nem sequer pediu desculpa por ter reentrado, talvez comovido com a entusiástica recepção ao “volta filho amado que estás perdoado”.
O outro Pedro bem lhe podia seguir as pisadas e aproveitar o sítio certo para disparar as suas contundentes críticas, agora, decerto triste com as patéticas peripécias do seu discípulo preferido, o homem ao lado dos trabalhadores, o apoiante das lutas sindicais, o reconvertido Ventura do Chega.
Entretanto, as grandes falhadas deste governo, a ministra da Saúde e a do Trabalho e Solidariedade Social, que parece não acertarem uma que seja, foram recebidas e endeusadas como imperatrizes romanas. Ninguém percebe bem porquê, mas talvez neste desvirtuado PSD de Montenegro, os malsucedidos e os fracassados tenham honroso lugar sob o pálio laranja da inabilidade.
A parlenda já vai longa… este congresso foi mais uma sucessão de enviesadas falácias, de promessas e de acusações do que uma convenção com assisados rumos de governação para um país anestesiado pela canícula e pelos dribles do Mundial.