Dificuldade em engravidar pode começar numa glândula pouco valorizada 

Nas mulheres, alterações da função tiroideia, como o hipotiroidismo ou o hipertiroidismo, podem traduzir-se em ciclos menstruais irregulares, ausência de ovulação e aumento do risco de aborto precoce.

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  • 11:31 | Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
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As doenças da tiroide afetam cerca de um milhão de portugueses, mas o diagnóstico nem sempre é atempado. Esta glândula permanece frequentemente fora do radar, embora a sua disfunção possa comprometer a fertilidade tanto nas mulheres como nos homens.

Em vésperas do Dia Mundial da Tiroide, que se assinala a 25 de maio, a Dra. Tetyana Semenova, especialista em Ginecologia, chama a atenção para o papel determinante desta glândula na saúde reprodutiva. “O bom funcionamento da tiroide é essencial para a fertilidade. Se houver alterações, estas podem dificultar a gravidez”, sublinha.

 


 

A tiroide regula o metabolismo e a produção de hormonas fundamentais para o equilíbrio do organismo, incluindo as que influenciam diretamente o sistema reprodutivo. Nas mulheres, alterações da função tiroideia, como o hipotiroidismo ou o hipertiroidismo, podem traduzir-se em ciclos menstruais irregulares, ausência de ovulação e aumento do risco de aborto precoce.

Nos homens, o impacto também é significativo. O hipotiroidismo pode comprometer a qualidade do esperma, afetando a sua morfologia e mobilidade, o que reduz as probabilidades de fecundação.
Para além das dificuldades em engravidar, as disfunções da tiroide podem influenciar a evolução da gravidez. O hipotiroidismo não tratado está associado a um maior risco de aborto espontâneo, descolamento da placenta, pré-eclâmpsia e baixo peso à nascença.

Diagnóstico simples pode fazer a diferença

O diagnóstico das alterações da tiroide é simples e realizado através de análises ao sangue e ecografia da tiroide. Quando essas alterações são identificadas atempadamente, o tratamento, geralmente com recurso a terapêutica hormonal, permite restabelecer o equilíbrio da glândula e melhorar a fertilidade.
Muitas vezes, a normalização da função tiroideia é suficiente para que a mulher consiga engravidar naturalmente”, explica a especialista do IVI Lisboa. Quando tal não acontece, podem ser consideradas técnicas de reprodução assistida, como a inseminação intrauterina ou a fecundação in vitro.

Para além do acompanhamento médico, a adoção de hábitos de vida saudáveis pode contribuir para o equilíbrio da função tiroideia. Nutrientes como o iodo, o zinco, o selénio e os ácidos gordos ómega-3 desempenham um papel relevante neste processo, estando presentes em alimentos como peixes do mar, ovos, sementes, frutos secos e azeite de linhaça.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem fazer toda a diferença, permitindo uma gravidez segura e saudável. Após a conceção, é essencial manter um acompanhamento médico rigoroso para ajustar a terapêutica e garantir o desenvolvimento adequado do bebé”, conclui a Dra. Tetyana Semenova.

 

Sobre o IVI – RMANJ
O IVI nasceu em Espanha, no ano de 1990, como a primeira instituição médica especializada integralmente em Reprodução Humana. Desde então, já ajudou mais de 250.000 crianças a nascer, graças à aplicação das mais recentes tecnologias. No início de 2017, o IVI fundiu-se com a RMA, tornando-se o maior grupo de reprodução assistida do mundo. Atualmente, possui mais de 80 clínicas e 7 centros de investigação e é líder em medicina reprodutiva. www.ivi.pt – www.rmanetwork.com.

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