Viseu assinala o 52.º aniversário do Dia da Liberdade

Em Viseu, as comemorações estendem-se por dois dias e arrancam logo na véspera, na noite de 24 de abril, com a ligação, pelas 21h30, da nova iluminação cénica da Rua Direita, a rua que será transformada na “Avenida da Liberdade por um dia”, dada a centralidade que esta histórica artéria assumirá no programa das comemorações.

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  • 13:02 | Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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No próximo dia 25 de abril, assinala-se o 52.º aniversário da Revolução dos Cravos, data simbólica que evoca a conquista da liberdade em Portugal.

Em Viseu, as comemorações estendem-se por dois dias e arrancam logo na véspera, na noite de 24 de abril, com a ligação, pelas 21h30, da nova iluminação cénica da Rua Direita, a rua que será transformada na “Avenida da Liberdade por um dia”, dada a centralidade que esta histórica artéria assumirá no programa das comemorações.

E como Abril também se faz de música, o programa prossegue, nesta noite, na Rua Direita, com os concertos “Sons à Solta”, com as bandas/artistas Outlaw Alliance, Brio e O Marta, também às 21H30, em 3 palcos improvisados junto às “4 Esquinas” e na confluência com as ruas D. Duarte e Rua do Carmo. A fechar a noite de 24 de Abril, às 23 horas, o Carmo 81 recebe o Festival Termómetro.

No dia 25 de abril, pelas 9H30, no Regimento de Infantaria n.º 14 de Viseu (RIV), terá lugar um momento de reconhecimento, por parte dos Órgãos Municipais, do papel desempenhado por esta unidade militar no 25 de Abril. Segue-se uma homenagem aos Capitães de Abril, com a deposição de uma coroa de flores na avenida que lhes presta tributo, assinalando o papel determinante das Forças Armadas na Revolução dos Cravos.


As comemorações prosseguem, pelas 11 horas, com a Sessão Extraordinária Comemorativa da Assembleia Municipal, no Viriato Teatro Municipal, que contará com a conferência “A Cultura em 50 anos de Poder Autárquico – uma síntese crítica”, da convidada e conferencista Professora Doutora Maria Dalila Aguiar Rodrigues.

O programa prossegue ao longo do dia com quadros teatrais evocativos do 25 de Abril de 1974, protagonizados pelo Grupo OFF. Primeiramente, pelas 12H30, no Largo Mouzinho de Albuquerque seguindo pela Rua Direita até ao antigo Orfeão, e, às 18 horas, partindo das “4 Esquinas” e descendo a Rua Direita.

As celebrações terminam pelas 21H30, na Fonte das Três Bicas, no Largo da Misericórdia, com o concerto de “Luta Livre”, de Luís Varatojo, com a participação especial do Vox Visio Coral e da Banda Filarmónica de Ribafeita.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, as comemorações do 25 de Abril assumem particular importância no reconhecimento, promoção e valorização da identidade e memória coletivas, apelando à participação de toda a comunidade. “Celebramos a liberdade, honrando o passado e reforçando, no presente, o compromisso coletivo com os valores de Abril”, sublinha o autarca. “Este ano, elegemos o Centro Histórico como palco principal das comemorações, em particular a Rua Direita, levando até ela uma programação nas áreas da música e do teatro, contribuindo assim para a sua revitalização e dinamismo e aproximando viseenses e visitantes a esta rua emblemática, também ela referência na história de Viseu”, destaca o Presidente da Câmara.

 

Sobre a “Luta Livre”

LUIS VARATOJO, músico e produtor, inicia a sua carreira musical no final dos anos 80 com a banda de punk rock, PESTE & SIDA, com a qual gravou quatro álbuns. Em meados da década de 90 cria o heterónimo DESPE E SIGA, onde se dedica a sonoridades mais quentes como o reggae e o ska. Foi também fundador, com João Aguardela (Sitiados), do projecto de electrónica e poesia, LINHA DA FRENTE. Da parceria com Aguardela nasce A NAIFA (2004-2014), banda que explorou os caminhos do fado e da nova poesia portuguesa, e que editou cinco álbuns. Em 2015 forma o FANDANGO, onde experimenta o diálogo entre a guitarra portuguesa e o acordeão num contexto electrónico. Em 2021 cria a LUTA LIVRE, dando início a um percurso a solo, musicalmente eclético, em que as sonoridades da música popular, do jazz, do rock e da eletrônica servem de base instrumental a um discurso poético claramente interventivo. A Luta Livre tem três álbuns editados – Técnicas de Combate (2021), Defesa Pessoal (2023) e Contrafação (2025).

Sobre o concerto

Luís Varatojo apresenta ao vivo CONTRAFAÇÃO, o terceiro álbum do seu mais recente projeto, LUTA LIVRE. CONTRAFAÇÃO é um espaço híbrido onde se canta a saudade e se gritam palavras de ordem ao embalo de um quarteto inusitado – guitarras, percussão eletrónica, sintetizadores e vozes – que toca fado, corridinho e malhão, mas também se faz à morna, ao rap e ao jazz. É uma espécie de comício numa casa de fados dançante; uma sessão de esclarecimento musicada, com mensagens fortes e ritmos certeiros; um apelo à consciência e à resistência; um momento de partilha e de festa, porque não há luta sem festa, nem festa sem luta.

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