Após a calamidade que se abateu sobre Portugal e que concentrou todo o interesse mediático; após as eleições para a presidência da República que concitaram coberturas nacionais, voltamos ao “day before” e aos problemas que continuam a pairar sem resolução à vista.
Exonerada que foi a ministra da Administração Interna, por sua própria vontade ao que consta e por reconhecimento da “alhada” (palavra da governante) em que se tinha metido, Montenegro chamou a si a pasta e assumiu o lugar vacante. Provavelmente a pasta de primeiro-ministro deixar-lhe-á muitas horas vagas…
Contudo, para além do MAI ainda há duas ministras que, com a bênção de Montenegro, continuam a não atinar com as boas práticas nas suas tutelas.
São elas, Rosário Ramalho, do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, que insiste teimosa e veemente em dar uma machadada nos direitos dos trabalhadores para satisfação dos interesses do patronato.
Postura que não nos admira, se fizermos um rápido zapping pelo seu CV e suas ligações. Desta feita, na reunião que convocou dos parceiros da concertação social para tentar resolver o imbróglio que criou, não vai ter presente a CGTP e a UGT. Ou seja, vai reunir com os patrões. Reunião onde, decerto, se sentirá como peixe na água.
Se Montenegro a vai trazendo ao “colo”, talvez o “colinho” lhe falte com o novo presidente da República. Veremos.
Com o magno escudo de Luís Montenegro sente-se à vontade para persistir, escasseando-lhe o discernimento e a seriedade política para resignar, abrindo assim o caminho a um governante capaz, para bem da saúde de todos os portuguesas.
Mas para sermos justos há que lhe reconhecer os recorrentes dotes para desacreditar o SNS e abrir a via verde para os privados, assim como para substituir os CA das USL’s a fim de colocar gente da confiança do partido, que o mesmo é dizer, os desvalidos e desempregados do PSD.