Aviso à população Precipitação, vento e agitação marítima Medidas preventivas

Agravamento do estado do tempo em Portugal continental, devido à influência da Depressão ORIANA, com precipitação, vento forte e agitação marítima forte

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  • 16:45 | Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026
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 1. SITUAÇÃO

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do estado do tempo em Portugal continental, devido à influência da Depressão ORIANA, com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, destacando-se:

– Períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir da tarde de hoje, 12 de fevereiro, em especial no litoral das regiões Norte e Centro e Lisboa e Vale do Tejo;


– Vento forte, com rajadas até 80 km/h e até 100 km/h nas terras altas;

– Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de oeste/noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima.

Informação meteorológica em www.ipma.pt

Informação Hidrológica

De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) prevê-se, nos próximos dias, risco significativo de inundações nas seguintes bacias/municípios:

– Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;

– Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;

– Rio Sorraia: Coruche, Benavente;

– Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;

– Rio Águeda: Águeda;

– Rio Sado: Alcácer do Sal.

Risco de inundações nas seguintes bacias/municípios:

– Rio Minho: Monção, Valença

– Rio Coura: Caminha

– Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;

– Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende;

– Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;

– Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;

– Rio Tâmega: Chaves, Amarante

– Rio Sousa: Lousada, Paredes

– Rio Lis: Leiria

– Rio Nabão: Tomar

– Rio Guadiana: Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António

Informação hidrológica em https://apambiente.pt

 

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 12 de fevereiro, e o dia de amanhã, 13 de fevereiro, na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A precipitação intensa e persistente registada nos últimos dias, associada ao seu efeito acumulado, conduziu à saturação hídrica dos solos, à fragilização das estruturas marginais dos rios e à subida dos caudais, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias.

A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, sendo expectável:

– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;

– A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;

– Solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta as vias rodoviárias;

– A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal;

– Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água;

– Interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão;

– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;

– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;

– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.

 

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

– Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

– Evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;

– Evite o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;

– Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Retire das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;

– Restrinja ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias;

– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;

– Garanta a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

– Evite o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;

– Feche e reforce estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;

– Recolha estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;

– Fixe objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;

– Tenha especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;

– Não pratique atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

– Adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;

– Esteja atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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