Precipitação, vento forte, neve e agitação marítima – Medidas preventivas

Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso a partir da tarde de domingo, 1 de fevereiro, sendo expectável a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro...

Tópico(s) Artigo

  • 12:09 | Domingo, 01 de Fevereiro de 2026
  • Ler em 4 minutos

1. SITUAÇÃO
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve, destacando-se:

– Períodos de chuva, por vezes forte, ocasionalmente de granizo e acompanhada de trovoada, nas regiões Norte e Centro;
– Vento forte, com rajadas até 80 km/h no litoral oeste e até 100km/h nas terras altas;
– Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 8 metros, podendo atingir os 15 metros de altura máxima;
– Queda de neve nas terras altas do Norte e Centro.
Informação meteorológica em www.ipma.pt

Informação Hidrológica
De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) salienta-se:
– 30 e 31 de janeiro / 1 e 2 de fevereiro: Bacias hidrográficas do rio Minho, sub-bacia do Coura; do rio Cávado; rio Ave; rio Sousa; rio Mondego; rio Vouga; rio Águeda, rio Lima, sub-bacia do Vez; rio Douro, rio Tâmega; rio Zêzere; rio Tejo; rio Nabão; Sorraia; Sado – caudais superiores aos habituais, possibilidade de inundações urbanas;
– 30 e 31 de janeiro / 1 e 2 de fevereiro: Possibilidade de inundações urbanas nas zonas onde a precipitação será mais intensa.
Informação hidrológica em https://apambiente.pt


2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso a partir da tarde de domingo, 1 de fevereiro, sendo expectável:
– A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro;
– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
– A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
– Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve;
– Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
– Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
– Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.

3. MEDIDAS PREVENTIVAS
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
– Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
– Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
– Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
• Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
• Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
• Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
• Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
• Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
– Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
– Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
– Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
Acompanhe também as recomendações da Direção-Geral da Saúde para a resposta aos impactos da Depressão Kristin em www.dgs.pt.

 

ANEPC | Divisão de Comunicação e Sensibilização

Gosto do artigo
Palavras-chave
Publicado por
Publicado em Última Hora