João ou Ruas? Talvez Ruas ou João…

por Fernando Figueiredo | 2019.09.23 - 13:03

Estamos a 2 semanas da data das eleições legislativas e os dedos das mãos não chegam para as alternativas que se apresentam aos viseenses, mas apesar disso é fácil adivinhar que o acrítico eleitorado e a bipolarização da politica irão centrar a maioria das escolhas entre PS e PSD.

Tem sido essa a norma e portanto é fácil antever que no dia 6 à noite o anúncio da vitória será feito por Fernando Ruas ou João Azevedo.

Em muito iguais e em tudo diferentes, estas eleições apresentam de um lado Fernando Ruas, PSD, ex autarca e viseense do outro João Azevedo, PS, ex autarca e mangualdense. Se a diferença de idades os afasta pois são quase 3 décadas que os separa, já no campo da experiência não estarão longe um do outro. Autarcas com provas dadas e registos positivos dirá de sua justiça Fernando o que João repetirá pelo outro.

Enfatizando mais ou menos um ou outro aspecto profissional, momento ou evento, seria entediante ouvir Fernando a argumentar da sua experiência como autarca, porta voz e representante da classe vários anos, para de seguida levarmos com a contra argumentação de João pela similar experiência e funções noutros cargos.

Nessas matérias, Fernando e João estão bem um para o outro, uns dirão melhor aqui, outros pior acolá e no final, com a obra feita, cada um que julgue Fernando e João como melhor entender.

A política também é feita de empatia e nesse campo, quem já os viu no terreno e com o povo, saberá que Fernando e João estão aí como peixe na água. Um mais peixinho ou o outro mais peixão, mas nadam nas mesmas águas, com mais ou menos profundidade. Simpatia, capacidade de comunicação, saber ouvir e saber estar são características do Fernando como são do João, pelo que também aqui as escolhas serão mais pelo coração que pela razão. Fernando terá no PSD a influência que João terá no PS, Fernando terá para o distrito as preocupações que João apontará para o mesmo distrito, Fernando terá em Viseu a preferência que João terá em Mangualde, Fernando terá bigode, João terá barba e no final tantas serão as semelhanças quantas quase as diferenças. Claro que pesa para João forçosamente a diferença de idade e naturalmente a mais que provável vitória do PS que o colocará numa esfera de magistratura diferente daquela que Fernando tem e terá.

No concelho, onde tem mais notoriedade, Fernando tem mais quem lhe estrague o voto na autarquia que já foi sua que João na concelhia que nunca foi dele.

O peso que isso terá no eleitorado fará a diferença no resultado do voto no distrito. Fernando e João já se abraçaram em campanha, não é difícil supor que se voltarão a abraçar no futuro por aquilo que seja entendido estratégico para o distrito, sem prejuízo do expectável desentendimento que Fernando e João também venham a ter por diferenças de personalidade ou por diferentes politicas, porém o certo é que a politica se faz de escolhas e portanto, aqui chegados não podendo escolher Fernando e João, os eleitores que o queiram terão que escolher entre Fernando ou João.

Parecendo difícil também não é fácil, como diria o outro. O certo é que no futuro e bem mais vezes que as esperadas no distrito, mas mais pelo concelho, iremos ouvir com regularidade falar de Fernando e João.

Apontem isto!

Fernando Figueiredo

(Foto FRuas com DR)

Forjado na Beira Alta, aos 56 anos dá-se por bem casado e aprecia a companhia de três filhos, dois ainda na fase de espalhar magia a toda a hora; em família dá-se como feliz, apenas por o fazerem feliz. Como os duros estudou na Academia Militar, que não é para meninos e na época em que ainda se viajava de pé no comboio mas teve ainda tempo para queimar as pestanas em Gestão de Recursos Humanos. 36 anos “militarizado” vê-se agora na reforma a procurar ser “civilizado”. Em termos profissionais esteve no Iraque e voltou para contar, também esteve em Timor onde bebeu água de coco e visitou Jaco, erro fatal que lhe deixou o coração preso nas valorosas gentes timorenses e nas paisagens únicas do País que ajudou a ver nascer independente já no Séc XXI. Nos tempos livre actualiza o blog mais lido e odiado do delta do Dão, o Viseu Sra da Beira, e ainda escreve textos para jornais mas, poucos o lêem. Homem sem grande preocupação em fazer amigos, escreve o que entende sobre quem não consegue entender. Tais liberdades já lhe valeram um par de processos em tribunal, sem nunca se ter declarado Charlie. A genética deixou-o sem um único cabelo mas está careca de saber que os valores do trabalho, da honestidade e da amizade são o maior legado que o pai lhe deixou. Benfiquista moderado, gosta mesmo é de um bom jantar na companhia dos melhores amigos. Agora como empresário e homem de negócios só aceita de lucro o necessário para viver e distribuir por outros e de comissão a 100% a ética, a responsabilidade e o profissionalismo. É garantidamente mais bonito ao vivo que em foto.

Pub