XVº aniversário da Biblioteca Municipal de Castro Daire

por Rua Direita | 2016.09.03 - 12:06

 

 

Ontem, dia 2 de Setembro, a Biblioteca Municipal/Casa da Cultura de Castro Daire comemorou os seus 15 anos.

15anos

É certo que com esta idade se é adolescente, mas esta Instituição, nas mãos da sua bibliotecária, Marta Carvalhal e sua dinâmica equipa, espelhou ao longo dos anos a essência do que se pode e deve fazer em prol da leitura, do livro e da cultura na sua plástica polissemia, deixando antever já, na sua maturidade, o quão longe poderá alcançar.

vereador

Castro Daire, extremando-se com Vila Nova de Paiva, a “Barrelas de um sino” de “O Malhadinhas”, quase se inseria nas “Terras do Demo”, não aquelas por Mefistófeles trilhadas mas as outras, onde Cristo não pôs pés nem gastou sandálias, tal a rudeza de seu clima quanto o solo sáfaro, que não dá tréguas à mão do homem. Provavelmente partindo desse pressuposto identitário, estes 15 anos foram festejados sob a égide de Aquilino Ribeiro, o escritor universal e tão beirão como vizinho das terras castrenses.

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Assim, além de uma exposição de 40 desenhos saídos da mão hábil de Pedro Albuquerque, quatro largas vitrinas expunham cinco dezenas de edições referenciais da obra aquiliniana.

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Aquilino Sem Palavras” foi o mote.

A acção iniciou-se com uma alocução da bibliotecária centrada na importância do dia, seguida de declamação de poesia acompanhada à viola e, na sala da exposição, Marta Carvalhal deu a palavra ao artista plástico Pedro Albuquerque que referiu Aquilino como poderoso “leitmotiv” da sua criação, passou a palavra a Paulo Neto, director da revista literária “Aquilino” e editor da plataforma www.ruadireita.pt, que enfatizou a vida exemplar e obra modelar do Escritor, falando de seguida, no seu tom tão sentidamente sábio, Alberto Correia, historiador, escritor, ex-director do Museu de Grão Vasco e aquiliniano de finíssima gema.

O vereador da Cultura, Rui Braguês encerrou o acto com palavras prenhes de significado e de estímulo de um autarca para quem a Cultura tem sentido, significado e um valor social indeclinável para a qualidade de vida de um povo.

grupo

Estiveram presentes várias individualidades locais e também Sérgio Amaral, o escultor mangualdense. Seguiu-se o bolo de aniversário e o cantar dos parabéns.

sergio amaral

bolo

Uma manhã frutífera, num espaço muito atraente e com pessoas empenhadas. Estas manifestações culturais, mais ou menos singelas, sempre expressivas, são de saudar e, pelas mãos de uma autarquia atenta, incentivar no seu progredir.

Alcança quem não cansa”, o ex-libris de Aquilino parece ser lema daquela “casa”!

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Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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