“Tiros” – serão de pólvora seca? – na reunião camarária viseense…

por Rua Direita | 2015.04.10 - 15:26

 

As senhoras vereadoras do PS à CMV – permita-se-nos este universal feminino, pois são duas/um – entraram com garras de leoa na última reunião do executivo camarário viseense.

Quando já era voz comum ter a vereação rosa sofrido um eclipse total, ei-la ressurgida e logo insurgida contra vários itens dos quais destacamos o relatório de contas da Expovis, neste assertivo dizer:

 

…motivou a nossa intervenção, no sentido de manifestar as preocupações que o Revisor Oficial de Contas referiu no seu Parecer: “os sócios não adequaram os estatutos da sociedade com a mais recente legislação (…) obrigação de dissolução prevista (…) apesar de termos observado várias indicações na imprensa no sentido da extinção da empresa, não conhecemos qualquer registo do processo de dissolução e liquidação”,  “permanece em falta a transferência por parte da AIRV” que corresponde à reposição do défice da EXPOVIS em 2013 e, por último, “a contratação de alguns serviços externos, de valor relevante, não se encontra devidamente fundamentada de forma a comprovar a objectividade da determinação dos preços desses serviços e dos critérios de escolha dos respectivos prestadores.

A EXPOVIS foi ao longo dos últimos anos uma preocupação para o PS/Viseu e, infelizmente, apesar dos sucessivos anúncios entusiásticos do Sr. Presidente de Câmara, na EXPOVIS, tudo como dantes… e agora é o Revisor Oficial de Contas a dizê-lo.

 

Ou seja, fumos de ilegalidade no agir camarário? Não acreditamos…

Mas mais grave é o sugeridocalote” da AIRV até aqui regida por João Cota, agora “comandante” do CERV.

Será possível que a associação congregadora dos empresários da região se tenha esquecido de pagar o que deve?

 

Além disso, na SRU, falam de “mau estar laboral”???

Será eufemismo? Que pouco recomendável procedimento existirá por lá? Azia do chefe? Ou más práticas laborais? O que faz a esse respeito e a ser verdade, a Inspecção do Trabalho?

 

E como estavam com o “speed” todo ainda encontraram matéria de discórdia no preço de arrendamento anual (7.500 €) do posto de abastecimento da rotunda Carlos Lopes, atribuído “sem concurso” e sem “defender o interesse do município”… Ena pá!

 

Pelos vistos, esta “new wave” contestatária parece ser coisa séria e ter vindo com o ânimo pugnativo que compete a uma oposição com um mínimo de credibilidade.

Tarde é o que nunca vem… Será sol de pouca dura ou, com as listas de deputados na forja, necessidade de mostrar “garra” e marcar o território?

Coragem e pólvora na escopeta!

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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