RAPSÓDIA BATMAN – 28 outº a 8 novº

por Rua Direita | 2014.10.24 - 18:32

 

RAPSÓDIA BATMAN

Um espectáculo d’ Os Possessos

 

Co-Produção Artistas Unidos

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Com André Pardal, Catarina Rôlo Salgueiro, Isabel Costa, João Pedro Mamede, Marco Mendonça, Maria Jorge, Mia Tomé, Nuno Gonçalo Rodrigues, Rafael Gomes e os músicos Bruno Mimoso e Daniel Carvalho Texto e encenação João Pedro Mamede Música Daniel Carvalho Direcção Vocal Ana Amaral Cenografia e Figurinos Ângela Rocha com a colaboração de Lídia Neto e Xavier Ovídio Movimento Gonçalo Quirino Luz Francis Seleck Co-Produção Artistas Unidos M16

 

No Teatro da Politécnica

De 28 de Outubro a 8 de Novembro

Ter e Qua | 19h / Qui e Sex | 21h / Sáb | 16h e 21h

 

Perguntaste o que se passa na cidade

A cidade é tipo o metro

E as pessoas estão-se tipo a matar

Por tudo e por nada por não aguentar

Mas também porque as estão a obrigar

in RAPSÓDIA BATMAN

SINOPSE

Podemos dizer que esta rapsódia é o percurso de alguém até aos limites da sua cidade e depois para fora dela. Essa é a distância percorrida entre o Esperámos por ti e o Agora estás por tua conta. Ou seja, alguém sai à rua sozinho e escolhe apenas ouvir.  E aquilo que descobre é ilógico e negro, porque as pessoas não falam. Mas também não se calam. E a rima só é fácil porque as palavras são más. E para as combater chamámos o Batman. E como ele não vem, alguém o substitui.

 

ESTE ESPECTÁCULO

Depois de termos criado Hansel & Gretel dedicam-se ao futuro em 3 passos, quisemos continuar o nosso trabalho sobre narrativas da literatura universal e da cultura de massas para a criação de espectáculos de teatro que a música interrompe mas em que também a música se assume como acção. Em Rapsódia Batman, a música pauta o movimento de uma cidade insegura e corrupta, sedenta de um herói vigilante sobre o qual não se consegue posicionar – uma figura que é simultaneamente objecto de medo e de desejo.

 

OS POSSESSOS

OS POSSESSOS são uma companhia de teatro que trabalha entre Almada e Lisboa.

Em Outubro vão apresentar Rapsódia Batman – um texto escrito pelo actor João Pedro Mamede para aquele que será um espectáculo de teatro e música sobre os limites e o som das cidades contemporâneas.

O trabalho desta companhia parte da reescrita de mitos e narrativas universais, propondo um encontro entre artistas e espectadores que crie uma ficção comum sobre o que pode ser o futuro.

Recorrendo à literatura universal e à cultura de massas, partem à descoberta do ser humano, colocando-o em contextos que só a actualidade conhece.

Este espectáculo é criado por 9 actores e dois músicos. E conta com a colaboração de artistas das mais diversas áreas.

 

NAS PALAVRAS D’OS POSSESSOS

Este é o nosso futuro. Compreender a cidade onde vivemos e o nosso modo de agir. Como todas as artes, o teatro é uma reflexão sobre as pessoas e a sua complexidade. E neste momento, temos como preocupação a cidade. É um organismo a que pertencemos e onde nos sentimos confusos. Apesar de estar confuso poder ser perfeito. Queremos pensar a cidade e a confusão em que ela se precipita.

Queremos que o nosso trabalho seja transdisciplinar e criativo. Por isso a nossa estratégia de produção está sempre a par do trabalho artístico.

Convidámos alguns dos nossos colegas da Escola Superior de Teatro e Cinema e assim, reunimos uma equipa de quinze pessoas para criar connosco este espectáculo. Rapsódia Batman é o nosso laboratório.

Até hoje, ainda não conseguimos contactar todas as pessoas com quem queremos conversar, mas esperamos que seja desta vez. Esta Rapsódia não só é um cruzamento de narrativas, como também é um encontro de artistas com percursos e formas de trabalhar diferentes.

O nosso objectivo é criar uma plataforma que alcance verdadeiramente a cidade.

E não ficamos por aqui. Queremos convocar ainda mais gente.

Queremos encontrar ideias que nos dêem um horizonte de futuro. Sentimos que tudo está a mudar à nossa volta. E em dias estranhos como estes, queremos seguir o exemplo do Batman e continuar atentos a cada mudança.

 

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CURRICULA 

Ana Amaral é licenciada em Ensino Básico-1º Ciclo, pela Universidade de Aveiro, desde 2005. Estudou ballet clássico, técnica vocal e canto jazz (com a cantora Jacinta). Actualmente, frequenta o último ano da licenciatura em Teatro – ramo Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema/IPL. Na área das artes, participou em formações com Nuno Pino Custódio, Nuno Meireles, Filipa Braga Cruz, Chris Murphy, Rodrigo Malvar, Meredith Monk, Enrique Pardo e Linda Wise. Trabalhou com Claudio Hochman, Jorge Fraga, Tiago Vieira, Rafael Moraes, Luís Miguel Cintra e Pedro Carraca. Foi produtora, road manager e responsável pela comunicação da cantora Jacinta (JazzintaProd), entre 2007 e 2009. Foi técnica de investigação na Universidade de Aveiro, entre 2005 e 2007.

André Pardal frequentou o curso profissional da ACT, o Grupo Teatro Letras dirigido por Ávila Costa e licenciou-se em Teatro ramo Actores na Escola Superior de Teatro e Cinema. Também fez formação com Valentin Teplyakov da GITIS (Academia Russa de Artes de Moscovo), Jorge Parente e Nuno Pino Custódio. Trabalhou com António Pires, Sérgio Moura Afonso, Miguel Sopas, entre outros e trabalhou com as companhias: Teatro da Terra, Teatro do Bairro, Teatro Bocage, Teatro Tapafuros, Teatro Byfurcação. Participou em produções televisivas e dobragem de série animada.

Ângela Rocha é diplomada em Teatro – Cenografia e Figurinos pela ESTC. Em cinema trabalhou como assistente do Diretor de Arte e Décors – O frágil som do meu motor, de Leonardo António e Aderecista em Os vivos também choram, de Basil da Cunha. Bolseira do Programa Leonardo Da Vinci, foi figurinista na Companhia Matéria Viva – Roma. Criadora dos Figurinos de luz para a performance Come in un sogno. Foi assistente de Cenografia e Figurinos na companhia Artistas Unidos de 2012 a 2014.  Cenógrafa e figurinista das peças Monólogo sem título, de Daniel Keene, Burnout, de Alexandra Badea, Gôda de Ana Lázaro (abertura do festival ACASO). Executou os figurinos e adereços da peça infantil O mundo das Cores – pela Escola das Mulheres. O cenário e figurinos da peça Bovary, de Tiago Rodrigues, Mundo Perfeito. A construção das maquetes da peça Albertine, Planeta Celeste, de Gonçalo Waddingon. Participou no Festival BlackSea International Theatre – Turquia, com a peça Por um dia Claro, de Ana Lázaro. É responsável pelos objetos cênicos do núcleo criativo Dobrar´. É co-fundadora do festival de cultura local em espaços habitacionais – Condomínio – 2014.

Bruno Mimoso Em 1998 começou a tocar bateria na escola Acorde em Sintra, com o professor João Lobo. Em 2001 ingressa no Conservatório de Música de Rio de Mouro onde estudou durante um ano. Em 2004 continuou a sua formação musical com o professor João Galante em aulas particulares. Em 2012 teve aulas de teatro com Claudio Hochman. Continuou a sua formação noutras escolas como o Hot Club de 2012 a 2014. Participou em vários concertos no Algarve, Fatasil, Armação de Pêra, entre outros. Participou também em vários Cafés-Concerto como o Cais e o Café. Em 2014 participou no espectáculo Kátharsis do Conservatório Nacional de Lisboa  e teve presença na banda Rita & O Revólver na Festa do Avante. É actualmente o baterista/percussionista  da orquestra do espectáculo Menos Emergências, de Ricardo Neves-Neves.

Catarina Rôlo Salgueiro é diplomada em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Na sua formação artística destaca o contacto com o trabalho de Rui Mário, Ávila Costa, João Brites, Jean-Paul Bucchieri, Luca Aprea, Sara Belo, Joana Craveiro e Gonçalo Alegria/Teatro do Vestido. Trabalhou ainda com José Neto, Ricardo Neves-Neves, Mário Trigo, Sérgio Moura Afonso, Filipa Duarte, entre outros, tendo passado por grupos como o Teatro do Eléctrico, Teatro TapaFuros e Byfurcação. Foi uma artista -Mente, na edição Bairro-Mente, para o Teatro do Bairro. Co-fundou OS POSSESSOS com João Pedro Mamede e Nuno Gonçalo Rodrigues.

 Daniel Carvalho é licenciado em Engenharia de Computadores e Telemática pela Universidade de Aveiro, trabalha actualmente como programador. Frequentou o Conservatório de Música de Aveiro, onde aprendeu a tocar guitarra clássica. Escreveu a sua primeira peça de teatro em 1995. Trabalhou com o professor/poeta Duarte Morgado, para quem musicou partes dos seus trabalhos. Em 1996 escreveu A vida de Gorete, representada pelo teatro amador da instituição prisional de Aveiro. Em 2003 escreveu e musicou uma peça para um grupo amador de teatro da Gafanha da Nazaré (Região de Aveiro). Escreveu e compôs 3 cd’s de música, em parceria com outros músicos. Em 2007 musicou e apresentou um projecto que representava poesia de 12 poetas diferentes. Está no momento a escrever um livro em colaboração com o ilustrador André da Loba e a produzir um trabalho pessoal que mistura imagem,poesia e música. Começou recentemente a aprender a tocar piano.

Francis Seleck é actor, cantor, encenador e autor de canções. Foi assistente de Bernard Sobel e Robert Cantarella. Encenou “A 20 de Novembro” de Lars Norén com João Pedro Mamede. Trabalhou com Graça Lobo, Carlos Quevedo e André Benedetto. Dirige ateliers teatrais com adolescentes e jovens actores: “Cena Múltipla” e “Teatro de Areia”. Participou em filmes, telefilmes e curtas-metragens. Escreveu e encenou um cabaret com música de Jorge Palma e cantou Brel e Prévert (entre outros).

João Pedro Mamede é diplomado em Teatro pela ESTC. Na sua formação artística destaca o contacto com o trabalho de Francis Seleck, Pedro D’Orey, Catarina Pé-Curto, Inês Nogueira, Bruno Schiappa, Sílvia Real e Stefan Kaegi dos Rimini Protokoll. Trabalhou com Francis Seleck em A 20 de Novembro de Lars Nóren, com Tim Carroll em Amadeus de Peter Shaffer (TNDMII), com Gonçalo Amorim em Do Alto da Ponte de Arthur Miller (TEP), com Jorge Silva Melo em A Morte de Danton de Georg Büchner e O Regresso a Casa de Harold Pinter (TNDMII/ Artistas Unidos), com Ricardo Neves-Neves em O Solene Resgate (Teatro do Eléctrico/ Primeiros Sintomas), com Pedro Gil em Sala VIP de Jorge Silva Melo (Artistas Unidos/ Culturgest) e com Pedro Carraca em Punk Rock de Simon Stephens (Artistas Unidos). Co-fundou OS POSSESSOS com Catarina Rôlo Salgueiro e Nuno Gonçalo Rodrigues.

Gonçalo Quirino é formado em Artes do Espetáculo e Animação Circense pela EPAOE – Chapitô e Licenciado em Teatro Educação pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Trabalhou com Ávila Costa, Francisco Salgado, António Fonseca, António Mercado, Simone Boer, entre outros. Colaborou como assistente nos Artistas Unidos, encenador na Arte à Parte, direcção de movimento n´O Teatrão e independente em produções da sua autoria. Actualmente desempenha funções como artista pedagogo e formador, tendo sido selecionado pelo comité do festival PANOS para apresentar, com o grupo que encena, um espetáculo na Culturgest.

Isabel Costa formou-se em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo completado a sua formação no estrangeiro através de intercâmbios académicos em Inglaterra e no Brasil. Tem desenvolvido o seu trabalho na área da produção de exposições, divulgação e curadoria, tendo iniciado o seu percurso no Museu Paço Imperial no Rio de Janeiro. Colaborou nos projectos Portal do Carnaval, Portuguese Speakers Society, World@Warwick e Jovens Sonhadores. Actualmente trabalha na Galeria Luís Serpa Projectos na produção e curadoria das actividades da galeria.

Marco Mendonça frequenta o segundo ano da licenciatura em Teatro, ramo de Actores, na Escola Superior de Teatro e Cinema. Estreou-se em teatro em 2013, com The Lisbon Players. Fez parte do elenco de Distante, com o Colectivo Negativo, em digressão por salas de Lisboa, e de As Muralhas de Elsinore. A nível musical integrou o coro de O Melhor dos Musicais, no Coliseu dos Recreios, com direcção de Nuno Feist, e recentemente os Mo’Dern Gospel Choir e o coro de Menos Emergências, com encenação de Ricardo Neves-Neves, no Teatro Meridional.

Maria Jorge estudou piano e formação musical no Conservatório de Música do Vale do Sousa. Em 2009 completou o Curso de Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto, tendo trabalhado com António Capelo, João Paulo Costa, Joana Providência, Kuniaki Ida, António Júlio ou Maria do Céu Ribeiro. Em 2012 licenciou-se em Teatro – Actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema, onde destaca o trabalho com Maria João Vicente, Jean Paul Bucchieri e João Brites. Integrou o elenco do espectáculo Amadeus, dirigido por Tim Carrol, no TNDMII. Estreou-se na Comuna – Teatro de Pesquisa, com o espectáculo Design for Living, de Noel Coward, encenado por Álvaro Correia. Desde 2012 tem vindo a trabalhar no Teatro Nacional D. Maria II, tendo feito espectáculos dirigidos por João Mota, entre eles Joaninha dos Olhos Verdes, de António Torrado, ou A Porta, de José Fanha. Também no TNDMII participa nos projetos da Teia e na Leitura de Contos para a Infância. Trabalha regularmente com o actor Carlos Paulo, no projeto A Palavra dos Poetas.

Mia Tomé frequenta a licenciatura de Teatro – Atores, na escola superior de teatro e cinema. Começou o seu percurso em 2007 no Lugar Presente – Companhia Paulo Ribeiro em Viseu. Fez o curso profissional de artes do espetáculo – interpretação, em Coimbra que concluiu em 2012. Na sua formação destaca o contacto com Francisco Salgado, Leonor Barata, Norman Taylor, Luca Aprea e Alvaro Correia. Participou nos espetáculos “abril…2014″ e “Surreal”. Participou na curta-metragem “Super Vodka” de Lee Fuzeta, no filme de Bruno Rosa “O homem que remava o barco” (2013), “Maria” de Joana Viegas (2013) e “Gelo” de Luis Galvão Teles (2014).

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Nuno Gonçalo Rodrigues é diplomado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Trabalha como actor e recentemente desenvolve alguns trabalhos na área de projecção multimédia para espectáculo. Criou e interpretou Pessoas, leitura de poemas de Fernando Pessoas, na Casa Fernando Pessoa e Poetas A2 na Biblioteca Camões, sessões quinzenais de interpretação e discussão de poesia. Trabalhou com Isabel Craveiro, em Coimbra, com Francisco Salgado, Gonçalo Amorim, João Mota e como assistente de Jorge Silva Melo. Co-fundou OS POSSESSOS com Catarina Rôlo Salgueiro e João Pedro Mamede.

Rafael Gomes é licenciado em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema (2013). Participou em algumas curtas-metragens como Numa Manhã de Santo António de João Pedro Rodrigues e em espectáculos, como Life and Times – episode 2, da companhia Nature Theatre of Oklahoma; A morte de Danton, Artistas Unidos, de Georg Büchner, com encenação de Jorge Silva Melo (CCVF / TNDMII); O Solene Resgate, texto e encenação de Ricardo Neves-Neves; no espectáculo Mary Poppins – a mulher que salvou o mundo, encenação e texto de Ricardo Neves-Neves, (Teatro do Eléctrico/ Teatroesfera) e no espectáculo O Aldrabão de Plauto, encenação de João Mota no TNDM II e Menos Emergências, texto de Martin Crimp, encenação Ricardo Neves Neves.

Xavier Ovídio iniciou a sua formação artística na Escola Secundária António Arroio (2006-2009). Frequentou o primeiro ano do curso de Escultura da Faculdade de Belas Artes da UL, transferindo-se para o curso de Pintura da mesma instituição. Esteve na Republica Checa, na Universidade VUT, Brno. Participou em diversas exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro. Frequenta o Mestrado de pintura da Faculdade de Belas Artes da UL e trabalha como artista plástico desenvolvendo a sua obra a partir de instalações, pintura, fotografia, vídeo e escultura.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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