PRECIPITAÇÃO, NEVE, VENTO E AGITAÇÃO MARITIMA

por Rua Direita | 2017.02.10 - 18:13

 

 AVISO À POPULAÇÃO

 

1. SITUAÇÃO

Situação Meteorológica:

No seguimento do contato com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), realizado hoje, 10 de fevereiro, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada para as próximas 72 horas, prevê-se um agravamento das condições meteorológicas durante o fim-de-semana, devido à precipitação e vento nas regiões do Sul, em particular no Baixo Alentejo e Algarve, destacando-se:

  • Precipitação mais intensa a Sul de Montejunto-Estrela, podendo ser pontualmente forte, no Baixo Alentejo e Algarve a partir da manhã de sábado, prolongando-se durante a tarde de sábado e durante o dia de domingo;

 

  • Queda de neve acima de 800/1000 metros de altitude, subindo gradualmente a cota para

1200/1400 metros durante o dia de hoje e até manhã de sábado (11 fev);

 

  • Vento forte (até 40 km/h) de quadrante leste no litoral a sul do cabo Carvoeiro e forte (até 50 km/h) nas terras altas, por vezes com rajadas até 95 km/h, rodando para o quadrante sul no Algarve a partir da tarde de sábado (11 fev), onde existe a possibilidade de ocorrência pontual e localizada de eventos extremos;

 

  • Agitação marítima na costa ocidental, com ondas de NW com 4 a 5 metros de altura até final da manhã de sábado;

 

  • Agitação marítima na costa sul com ondas de SW com 2 a 3 metros, passando a 3 a 4 metros a partir da noite de sábado e até final da manhã de domingo (12 fev).

 

Acompanhe as previsões meteorológicas em www.ipma.pt  

 

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

 

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

  • – Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;
  • – Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
  • – Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
  • – Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
  • – Danos em estruturas montadas ou suspensas;
  • – Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
  • – Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
  • – Possíveis acidentes na orla costeira;
  • – Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

 

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

  • – Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

 

  • – Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;

 

  • – Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

 

  • – Proceder à colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;

 

  • – Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

 

  • – Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

 

  • – Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

 

  • – Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

 

  • – Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

 

 

 

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