O CDS-PP empobrece com a renúncia de Fernando Figueiredo a deputado municipal

por Rua Direita | 2014.11.10 - 22:28

O CDS/PP criticou na última conferência de imprensa onde realizou o balanço do ano de mandato do Executivo, as “festas e festinhas” realizadas por Almeida Henriques (PSD) na Câmara de Viseu, que considera representarem “uma atitude despesista” e até “um bocado provinciana”.

O vereador Hélder Amaral lastimou que a autarquia “se limite a copiar o que acontece no distrito” ao arrepio da ideia de “Viseu cidade-região” apregoada na campanha e diariamente por Almeida Henriques.

O vereador Hélder Amaral denunciou o vereador fantasma e outro desaparecido a que se junta um terceiro vereador, uma não-entidade; um vereador que até ao fim deste primeiro ano não deu prova de vida apesar de responsável por concretizar o seu sonho de transformar Viseu no terceiro pólo cultural do país. Ao fim do primeiro ano a política cultural deste executivo não existe, sobrevivendo a cidade da capacidade da iniciativa privada. Tudo não passa de uma cópia do que de marca local se regista no distrito, enfatizou Hélder Amaral. A cidade região copia Sátão no míscaro, Sernancelhe na castanha, no festival da guitarra, Nelas no vinho, etc… e no momento em que esperamos um vereador da cultura com peso político, o CDS-PP pela voz do vereador pergunta onde está essa figura. O também presidente da distrital de Viseu do CDS/PP questionou se, futuramente, haverá em Viseu “a Feira de Todos os Santos, com as febras algures no largo da feira”, à semelhança do que acontece em Mangualde, ou a Festa da Lampantana, anualmente realizada em Mortágua. Na sua opinião, Viseu devia era estar “a copiar os bons espectáculos que acontecem em Coimbra, no Porto e em Lisboa”. Neste primeiro ano de mandato, o CDS/PP (que tem um vereador no executivo), votou 19 vezes contra e absteve-se 20 vezes. Segundo Hélder Amaral, o nível de transparência da gestão municipal explica as dúvidas que o partido teve em relação a matérias como os Jardins Efémeros, a atribuição de subsídios a associações culturais e recreativas ou o festival Outono Quente. O vereador criticou também o facto de o município, “de repente, encomendar estudos para tudo”. Lembrou que o CDS/PP votou favoravelmente um “que procura dizer qual é a marca de Viseu”, uma vez que o considera fundamental e a autarquia não terá alguém capaz de o fazer, mas já não pensa o mesmo relativamente a outros sobre a história da Feira de S. Mateus, o trânsito e a recolha de lixo.

Na mesma conferência de imprensa o líder do grupo municipal do CDS na AM, Fernando Figueiredo, fez o balanço da actividade dos deputados do CDS que considera positivo mas lamenta que a AM apesar das muitas melhorias registadas não tenha ido mais longe no Regimento e no contacto com o cidadão, dando como exemplo o facto de as Assembleias se continuarem a realizar em horário laboral, o que condiciona a participação plena dos deputados ou a transmissão vídeo das sessões pela internet.

 

Nota da Redação: 

O deputado Fernando Figueiredo que hoje se despediu da AM por razões de ordem pessoal e profissional teceu duras críticas ao Executivo na reunião da AM, como poderá ler em “Última Hora”.

A renúncia de Fernando Figueiredo ao seu mandato, por razões de ordem pessoal e não políticas é uma dura perda para o debate democrático e participativo do distrito. A partir de hoje o CDS-PP de Viseu fica mais pobre e privado de uma consciência crítica assertiva, acutilante, inconformada e livre.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

Pub