NOVA TEMPORADA NO TEATRO VIRIATO – Jan/Março

por Rua Direita | 2017.01.17 - 09:49

 

 

De janeiro a março, teremos uma programação intensa, que toca todas as artes performativas. É uma programação que apresenta duas estreias nacionais, uma criação própria, que continua a privilegiar as residências artísticas, que toca as questões das parcerias locais e nacionais e que aposta na internacionalização.

Paula Garcia, durante a apresentação da programação de JAN a MAR’1

 

A nova temporada do Teatro Viriato procura uma vez mais contribuir para a reflexão e desenvolvimento de uma busca incansável de novos significados para a vida. São vários os criadores que, no início de 2017, contribuem em Viseu para essa demanda, nomeadamente Fausto Bordalo Dias, Maria João, José Pedro Gomes, Mickäel de Oliveira, Marco Martins, Wim Vandekeybus e Martin Zimmermann, entre outros. A programação fica ainda marcada por duas estreias: uma na dança com Luís Guerra e outra no teatro com Sónia Barbosa. Em 2017, Henrique Amoedo regressa a Viseu enquanto Artista Residente do Teatro Viriato. O coreógrafo irá desenvolver um trabalho de formação no sentido de fomentar competências críticas e criativas.

A nova programação de janeiro a março inicia com uma viagem pela história da expansão portuguesa através do concerto de Fausto Bordalo Dias que, no palco do Teatro Viriato, revisita temas de cada uma das três obras que compõem a sua Trilogia (21 de janeiro) sobre a diáspora lusitana. Um momento único e memorável. Ao nível da comédia, a treta está de regresso ao Teatro Viriato. Zezé faz-se acompanhar, em Filho da Treta (26 e 27de janeiro), do descendente do saudoso Toni. Ambos discutem sobre as famílias de hoje, as redes sociais, os refugiados e “tantas outras pragas que assolam o mundo”.

O mês de fevereiro inicia com a estreia de A Tundra (02 de fevereiro). A nova criação de Luís Guerra teve como ponto de partida um convite à sua avó, para esta integrar a coreografia, na companhia de dois bailarinos e um ator. A peça, que é apresentada ao abrigo do programa de apoio à criação, da rede 5Sentidos, promete um poema visual coreografado. Também Sónia Barbosa estreia mais um momento da sua pesquisa de criação teatral que tem como base a obra Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski. Ivan ou a Dúvida (04 de fevereiro) surge após duas residências e duas apresentações informais no Teatro Viriato. A encenadora tem-se debruçado sobre as temáticas e o percurso da personagem Ivan Karamázov. A companhia Trupe dos Bichos propõe uma experiência que leva o público até à Grécia Antiga, repleta de mitos, deuses e vida mágica. Ícaro (08 a 11 de fevereiro) sobe ao palco numa recriação pouco convencional, com múltiplas escritas, onde uma poetisa revisita os cantos, ao mesmo tempo que os funde com a música. A completar 30 anos de atividade, a companhia Ultima Vez, do coreógrafo Wim Vandekeybus, continua a ser uma das melhores companhias de dança europeia. O coreógrafo traz a Viseu a sua mais recente criação. Speak low, if you speak love (15 de fevereiro), na qual analisa o amor enquanto a forma de estar na vida mais caprichosa. Sendo interpretado por oito potentes bailarinos e quatro músicos ao vivo, este é um espetáculo que tem vindo a colher excelentes críticas. Na música destaque para Fã (25 de fevereiro), um espetáculo que junta a música dos Clã, a encenação de Nuno Carinhas e o guião de Regina Guimarães. A nova produção do Teatro Nacional São João é um musical infantojuvenil mas que se destina a todos os públicos e que brinca com o imaginário do teatro, com os nossos medos, ansiedades e descobertas.

O jovem encenador viseense Michäel Oliveira, com um percurso notável, apresenta pela primeira vez o seu trabalho no palco do Teatro Viriato. A peça intitulada A Constituição (03 de março) é interpretada por um belo grupo de atores que se propõe redigir uma nova constituição, mais moderna e que revê todos os princípios que regem o estado. Depois de Clara Andermatt ter partilhado a sua visão de história da dança, cabe à coreógrafa Madalena Victorino (10 de março) dar a conhecer os criadores, os movimentos e correntes artísticas que contribuem para configurar a sua ideia de dança. O Teatro Viriato tem vindo a afirmar-se no panorama nacional como uma das estruturas de programação mais conscientes da importância da área do novo circo. Por isso, em parceria com a Culturgest e com o Centro Cultural Vila Flor, o Teatro Viriato acolhe aquele que é considerado um dos génios desta área na Europa. Martin Zimmermann apresenta o seu extraordinário solo Hallo (15 de março), que circula pelo mundo desde 2014. Certamente será um momento especial que ficará inscrito na memória do percurso do Teatro Viriato. Os belos poemas de Shakespeare também farão parte da programação. Songs for Shakespeare (18 de março) é a mais recente aventura da conceituadíssima cantora Maria João e do seu novo projeto musical, o coletivo Ogre. A terminar a programação da temporada, a imperdível peça As Criadas, com encenação de Marco Martins. O Teatro Viriato assumiu a coprodução desta peça que se tem revelado um sucesso de bilheteira no Teatro Nacional Dona Maria II. A peça conta com a interpretação de três atrizes de luxo: Beatriz batarda, Luísa Cruz e Sara Carinhas.

No âmbito do Sentido Criativo, são várias e aliciantes as propostas do Teatro Viriato para alunos, professores, terapeutas, educadores, pais, famílias e público em geral. Depois de uma primeira experiência aplaudida por professores e alunos, a oficina E tu Camões, não dizes nada? ( 23 de janeiro a 09 de fevereiro) Regressa à programação do Teatro Viriato. Para diversos professores, que já tiveram oportunidade de participar nesta oficina, esta é uma experiência inovadora, empolgante e envolvente que ajuda os alunos a ler a obra Os Lusíadas de forma motivada e com entusiasmo. A artista plástica Vanessa Chrystie lança novamente o desafio de apreender o movimento coreográfico através da pintura. Na oficina 3 Movimentos, a artista propõe aos participantes registar os movimentos, os pormenores que se veem e se sentem em algumas performances que serão apresentadas durante os meses de janeiro e fevereiro. Atento às questões da inclusão através da arte, o Teatro Viriato organiza em parceria com a APECV e a AVISPT21 um seminário sobre esta temática. Das Tormentas à Boa Esperança (04 de fevereiro e 04 de março) tem como objetivo criar espaços reflexivos/formativos sobre práticas para a inclusão. A coreógrafa Madalena Victorino convida todos os alunos maiores de 15 anos com necessidades educativas especiais a participarem na oficina Onde está a tua dança? (10 de março), na qual terão a oportunidade de pesquisarem os movimentos que os caracterizam, ao mesmo tempo que apreendem noções de dança contemporânea. O objetivo final é permitir a cada participante soltar o corpo e encontrar-se a si e aos outros. Também a encenadora Joana Craveiro, do Teatro do Vestido, se junta a esta vontade de criar novos significados para a vida e de reflexão sobre as artes. Para isso vai criar a performance De dentro para fora e de pernas para o ar (e para o chão) (23 de março a 14 de dezembro) na qual explora a importância de se habitar uma casa como o Teatro Viriato.

No foyer do Teatro Viriato o fotógrafo profissional José Alfredo (21 de janeiro a 31 de março) expõe imagens que revelam a intensidade, a entrega, a criatividade, as emoções, a determinação e a poesia do projeto Por Delicadeza.

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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