MDM evoca o Dia Internacional da Acção pela Saúde da Mulher

por Rua Direita | 2015.05.28 - 11:17

 

O dia 28 de Maio foi instituído como o Dia Internacional da Acção pela Saúde da Mulher no IV Encontro Internacional da Mulher e Saúde, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos (1984, Holanda).

Decorridos 31 anos da consagração desse dia, continuam a morrer, antes e durante o parto, milhões de mulheres e meninas no Mundo, por falta de cuidados de saúde.

É internacionalmente reconhecido que a saúde da mulher é um barómetro do desenvolvimento humano, e como tal deve ser vista pelos responsáveis pelas políticas públicas de qualquer país.

Em Portugal, com as transformações operadas com o 25 de Abril, com a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) particularmente com a generalização dos Cuidados Primários de Saúde em todo o território nacional, alcançaram-se elevados progressos na saúde da mulher que o actual governo está a fazer regredir.

As vulnerabilidades resultantes da situação económica, baixos salários e pensões, desemprego precariedade, aumento da idade da reforma, opressão e abusos sexistas nas empresas, levam inevitavelmente a uma maior necessidade de recorrer aos cuidados de Saúde. Porém, nos últimos dez anos, os governos encerraram maternidades, centros de saúde, serviços de urgências, valências e urgências hospitalares, aumentaram as taxas moderadoras, cortaram nos transportes de doentes, diminuíram os profissionais nos serviços. Criaram as condições para a fuga de enfermeiros/as e médicos/as, criaram obstáculos à aquisição de medicamentos e materiais de tratamento, aos exames complementares de diagnóstico, remetendo muitas vezes os doentes para serviços privados, que assim são favorecidos por políticas desumanas.

Constatamos a escassez de meios nos cuidados continuados e paliativos quando se prevê um grande aumento de patologias debilitantes e do foro oncológico que carecem desses cuidados; o desrespeito pela saúde sexual e reprodutiva e pela função social da maternidade, nas condições de emprego instável, precário e desregulado; a incapacidade de dar resposta atempada e eficaz às vítimas de violência doméstica ou às consequências do assédio moral no trabalho, a debilidade da resposta ao nível da saúde mental.

Garantir a saúde da mulher em todo o ciclo da sua vida é assegurar direitos, promover a autonomia e a emancipação das mulheres. Por isso o MDM assume a urgência de lutar por políticas que garantam um Serviço Nacional de Saúde, que promova o respeito pelo direito à igualdade das mulheres e dos homens também nesta área.

Quinta-feira, ao fim da tarde, estaremos na Rua Formosa em Viseu, denunciando a urgência de lutar pela saúde da mulher, numa iniciativa que apela à mobilização das mulheres, na certeza de que esta situação, pela sua vontade, pode e deve ser mudada.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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