Louvor a Paula Cardoso; Pesar por morte de Diamantino Gertrudes da Silva

por Rua Direita | 2018.12.11 - 09:43

O representante do CDS na Assembleia de Freguesia de Viseu propôs…

 

Voto de Reconhecimento e Louvor

 

Paula Cristina de Almeida António Cardoso, nascida a 22 de agosto de 1974, natural do Concelho de Sátão, foi nomeada, em regime de substituição, para exercer o cargo de Diretora do Museu Nacional Grão Vasco, a 1 de fevereiro de 2017, por despacho de 27 de janeiro de 2017, da Diretora-Geral do Património Cultural, tendo concluído as suas funções no dia 30 de Novembro de 2018, em virtude do lugar de direção ter sido ocupado por nova titular, em resultado de procedimento concursal.

Em relação ao seu percurso profissional, Paula Cristina Cardoso exerce funções profissionais de técnica superior do Museu Nacional Grão Vasco, desde junho de 2008, integrando os quadros da Direção Geral do Património.

Ao longo do seu percurso profissional, destacam-se as seguintes funções desempenhadas:

Coautoria da publicação Relicários – Coleções do Museu Grão Vasco (2012).

Responsável pelas áreas de Recursos Humanos e Administração Geral do Museu Nacional Grão Vasco, desde 2014;

Colaborou de modo direto na planificação e execução da programação referente às Comemorações do Centenário do MNGV – 2016.

Foi ainda membro da comissão organizadora dos Congressos Habitar Património Viseu:

Ao tempo de D. Miguel da Silva (novembro 2014);

Ao Tempo de Vasco Fernandes (setembro 2015);

Ao tempo de Almeida Moreira (maio 2016).

Integrou a Comissão organizadora do Encontro de Outono do ICOM –  realizado a 29 de outubro de 2016 no MNGV.

Atendendo ao percurso profissional de Paula Cristina Cardoso, em particular às funções exercidas, durante os últimos 21 meses, enquanto Diretora do MNGV, e considerando ainda a sua permanente disponibilidade no sentido de colaborar e promover diferentes formas de arte, artistas e instituições, entre as quais se inclui a Freguesia de Viseu, o CDS propõe, na reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de Viseu, realizada em 10 de Dezembro, que seja atribuído um voto de Reconhecimento e Louvor a Paula Cristina Cardoso, reconhecendo assim a qualidade do serviço prestado enquanto Diretora do MNGV no período compreendido entre 01 de Fevereiro de 2017 e 30 de Novembro de 2018.

Do presente voto seja dado conhecimento à própria, à Direção do MNGV e ainda à Direção Geral do Património Cultural, a cujos quadros pertence.

 

 

Voto de pesar pelo falecimento do Capitão de Abril Diamantino Gertrudes da Silva

 

Natural de Alvite, concelho de Moimenta da Beira, Diamantino Gertrudes da Silva, nasceu a 20 de fevereiro de 1943. Findo o liceu, ingressou na Academia Militar em 1963, seguindo a carreira militar de Infantaria.

Atingiu o posto de coronel (por promoção), tendo, em seguida, passado à reserva. Cumpriu duas comissões de serviço durante o período da Guerra Colonial: a primeira em Angola; e a segunda na Guiné. Por várias vezes foi louvado e condecorado no âmbito militar, graças à sua coragem e espírito patriótico de missão. Entre as várias condecorações que recebeu, destaca-se a Grã Cruz da Ordem da Liberdade pela participação especial no Movimento das Forças Armadas que esteve na origem da revolução política abrilina.

Nas operações militares do 25 de Abril, Gertrudes da Silva comandou a companhia que saiu de Viseu do RI14, juntando-se, posteriormente, às forças oriundas de Aveiro e da Figueira da Foz, e que formaram o Agrupamento November.

O objetivo das tropas lideradas pelo capitão Gertrudes da Silva era tomar o Forte de Peniche, à época uma prisão de alta segurança do regime, onde estavam encarcerados alguns presos políticos de renome. Tomado o Forte de Peniche, vencida a resistência dos guardas, o resto do agrupamento seguiria para Lisboa a fim de concluir a missão que consistia na deposição do regime.

Instaurada a liberdade, Gertrudes da Silva passou a empenhar-se profundamente – sempre no RI14 – no processo de consolidação da Liberdade e da Democracia, transformando-se num dos Capitães de Abril mais respeitados pelos seus camaradas.

Quem com ele privou na vida militar admirava-o por se tratar de um homem culto, mas também pela postura disciplinada e disciplinadora, pelo bom sentido de humor sem cair em exageros e pelo respeito que manifestava em relação às pessoas e às instituições.

Em 1976, e à margem da vida militar, começou a frequentar a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, concluindo a licenciatura em História no ano de 1980.

Ao longo da sua vida nunca deixou de exercer os seus deveres de cidadania e de transmitir os valores de Abril, em particular, aos mais novos, através da apresentação de inúmeras comunicações com especial incidência nas escolas.

A escrita fez igualmente parte da sua vida, sendo autor de várias obras. Entre 2003 e 2007, escreveu uma trilogia que percorre a Guerra Colonial e a Revolução do 25 de Abril de 74, com os títulos: “Deus, Pátria e… a Vida” (2003); “A Pátria ou a Vida” (2005) e “Quatro Estações em Abril” (2007). Mais tarde, em 2011, publicou “Tempos sem remição”, um livro que incide sobre sagas familiares na época do Estado Novo.

No passado dia 10 de Outubro, aos 75 anos, o Coronel Diamantino Gertrudes da Silva partiu em paz para a sua derradeira missão, o seu exemplo de conduta em vida e o legado que nos deixou em defesa da liberdade e da democracia serão para sempre recordados.

Em função dos considerandos expostos e pelo facto de ter residido longos anos na Freguesia de Viseu, o CDS propõe, na reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de Viseu, realizada em 10 de Dezembro, que seja atribuído um voto de Pesar pelo falecimento do Capitão de Abril, Diamantino Gertrudes da Silva e que do mesmo seja dado conhecimento aos seus familiares diretos e RIV14.

 

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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