Lançamento do romance autobiográfico “ A Velha Irmandade” do jovem escritor Francisco Paixão

por Rua Direita | 2015.10.11 - 21:48

 

 

Na escola secundária Alves Martins, pelas 16 horas do dia 10 do presente mês, procedeu-se à cerimónia do lançamento da primeira obra literária do escritor Francisco Paixão, ex-aluno do referido estabelecimento de ensino e, confessadamente, orgulhoso pela glória de ali ter sido o palco de todas as suas aventuras, esperanças e sonhos.

A plateia, elegante, afetuosa e curiosa, encontrava-se composta por familiares, amigos e admiradores do seu trabalho.

A sessão teve o seu início com a leitura de um impressivo poema do autor, intitulado” Simplicidade de um antigo atelier” declamado pela mãe de Francisco. Este momento ilustrou uma perfeita adesão e comunhão entre artes: ouvia-se, em fundo, o lento compassado de um trecho da suite n.º 3 de Bach.

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Seguidamente, a representante da Chiado Editora, Dulce Pereira, deu a conhecer aos presentes, no essencial, os passos que conduziram à edição do livro “A Velha Irmandade”, desde o envio, aos primeiros escritos impressos do jovem autor, à sua avaliação e veredicto, como trabalho de qualidade e grande potencial, para, afinal, germinar o lançamento da mencionada obra. Além disso, e com um indisfarçável orgulho, a representante da editora, não deixou de sublinhar a forte aposta nos jovens escritores, nas jovens correntes, em consonância até com a jovialidade da própria editora.

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A partir deste momento foi dada a palavra ao autor. Este começou por saudar os presentes, com uma doce referência à sua namorada e cúmplice, Catarina, ao município de Viseu (cidade que não o vendo nascer lhe deu o apelido), ao liceu Alves Martins, palco que iluminou e inspirou quase toda a sua obra, (enquanto aluno incluído no 9º B), aos seus colegas de escola, que formaram uma amizade de pureza poética e que constituíram a botânica que deu expressão à plantação narrativa que constituiu a obra “ A Velha Irmandade” e à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, responsável pelo alargamento, sedimentação e consolidação do seu conhecimento. Sublinhou ainda autores, obras, vozes e sons contemporâneos ou clássicos que constituem a sua referência e inspiração artística, na ótica de guias, de estéticos faróis, de diretivas, mas não como decalques. Debruçou-se, ainda sobre o conteúdo da obra: a mais poderosa e incompreensível questão a que nem a ciência ou a filosofia deram resposta definitiva, dizendo o autor a este propósito “ A obra debruça-se sobre questões inerentes à condição humana: amizade, sonho, perfídia, traição, remorso, interesse, mágoa”.

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Terminou assim a sessão com um caloroso  aplauso, o que deve ter feito sentir na alma do jovem autor a mesma emoção que um maestro no centro do palco do La Scala, depois de ouvida a última nota, ou acorde, da “Cavalleria Rusticana”, perante um público unificado pela cadência embaladora de uma superior beleza e que inunda a sala com sonoros e sentidos “bravos”. E, como é próprio, adequado e justo, o jovem escritor, inclinou-se respeitosamente perante os presentes para agradecer tal honra.

Por fim, os presentes foram convidados a dirigir-se a sala anexa, onde os esperava um buffet e durante o qual, em  ambiente convivial, foram servidas em doses variáveis confecionados alimentos, afetos diversos, animados diálogos, selecionadas recordações e gestos de amizade.

Aos presentes, não se pôde, não se deveria pedir mais; ultrapassaram todas as espetativas, pois, com sensibilidade efusiva, envolveram-no num abraço amigo e fiel, de quem admira, de quem quer.

Ao jovem escritor, pelo contrário, exige-se que continue a entregar-se apaixonadamente à sua prosa, à sua poesia, com a criatividade espontânea e singular que em si habita, não se apartando no tempo, na dedicação e no método que cumpre dedicar à empresa (como diria Camões) da sua formação académica.

Texto de RP

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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