Governo quer encerrar o distrito?

por Rua Direita | 2014.04.23 - 17:43

Aos poucos, gradualmente, este governo quer tirar todos os serviços ao distrito de Viseu.

Há bem pouco o tempo foram os Tribunais. Agora são as repartições de Finanças.

Na cidade de Viseu já tinha fechado a repartição da “Meia Laranja” acumulando os serviços na de Santa Cristina e Loja do Cidadão.

Por vezes, para se tratar de um mero e comezinho assunto, perde-se uma manhã inteira, porque existe um natural constrangimento e limitação de recursos humanos a dar resposta às solicitações do utente.

Como se não bastasse, a epidemia alastra agora a todo o distrito, esperando-se o encerramento de 17 ou 18 das 24 repartições existentes.

Fala-se ainda que Viseu perderá a actual Direcção Distrital de Finanças.

Estes encerramentos trazem consequências importantes para todos, mais especialmente para os cidadãos mais velhos, idosos, sem mobilidade, com as reformas esmagadas e com os seus recursos muito limitados.

Imagine-se um utente de Castro Daire ter que ir a São Pedro do Sul, ou um utente de Tabuaço ter que se dirigir a Moimenta da Beira, a título de mero exemplo.

Em tempos ainda se falou no Quiosque do Cidadão, uma espécie de Loja do Cidadão em miniatura, com um funcionário-proprietário para resolver, com os respectivos custos, os problemas mais correntes. Mas até essa ideia se volatilizou.

O interior de Portugal vai-se despindo de condições de habitabilidade, vai-se desertificando gradualmente e este governo tem dado o seu mais amplo contributo nesse sentido. Quando não entrega ou vende ao sector privado, no seu frenesim neo-liberal de acabar com os serviços públicos, cedendo-os à iniciativa privada, encerra. Pura e simplesmente, fecha. Sem uma única preocupação com as consequências dos seus actos, sem olhar a dimensão humana e social destes actos.

Se ainda assim as finanças públicas estivessem equilibradas, com tanto sacrifício, mas estão cada vez piores, estando cada vez melhor os 870 dos 2170 multimilionários do mundo que são portugueses e detêm, em conjunto, 100 mil milhões de dólares (75 mil milhões de euros)…ou seja, o valor no nosso resgate.

O governo comprometeu-se ainda a apresentar até finais de Maio a lista das 150/170 repartições a encerrar no país.

Lembramos ainda que o Hospital de São Teotónio poderá também perder os serviços de cirurgia pediátrica de acordo com a portaria 82/14, de 10/04, já conhecida como a “portaria do corte hospitalar”, como já viu passar ao lado o prometido Centro Oncológico.

A grande questão que os portugueses começam a colocar é esta: Se nada temos para quê tanto pagarmos?

E efectivamente a quantidade esmagadora e brutal de impostos decretados por este governo conduz-nos, in extremis, a essa questão. Pagamos para quê?

Como pagámos os nossos descontos, uma vida inteira, para a Segurança Social e CGA e vemos agora as nossas reformas drasticamente reduzidas e ameaçadas.

Isto é governo ou roubalheira?

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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