Fisioterapia em Viseu: quantos pesos, quantas medidas

por Rua Direita | 2015.08.11 - 07:01

A propósito de uma polémica recém-instalada, o RD ouviu João Reis Paulo, gerente da Clínica de Fisioterapia Harmonia Corporal, em Viseu, o qual denuncia uma situação que crê lesiva e pouco abonatória para o Serviço Nacional de Saúde, zona Centro, com particular incidência no ACES Dão Lafões.

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A referida Clínica de Medicina Física e Reabilitação, com alvará aprovado pelo SNS, é coordenada por médicos da especialidade de Fisiatria e presta cuidados em áreas como a Ortopedia e a Neurologia.

Com sete profissionais a laborar, assiste desde 2007 a centenas de utentes com as mais diversas patologias, especialmente idosos com dificuldades de mobilidade e acessibilidade.

Entretanto, em Outubro de 2013, a gerência solicita à ARS-Centro a renovação do acordo que mantinha desde a vinda dos protocolos para Viseu, em 2011.

Sucessivamente, este protocolo foi renovado por períodos de seis meses. Porém, a 28 de Novembro de 2013, a Clínica recebe um ofício onde lhe é referido que “os contratos de adesão relativos a convenções vigentes cessam no termo do prazo em curso, não podendo ser renovados…”.

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E contudo, segundo João Reis Paulo, “não assiste plena verdade aos factos, pois que, na mesma data é feita renovação de análogos protocolos com outras clínicas inicialmente abrangidas pelo mesmo preceituado, aparecendo nesta altura uma clínica transferida de Leiria para Viseu, com acordo firmado.”

O director executivo do ACES Dão Lafões, questionado por ofício datado de Maio de 2015, refere “não ter conhecimento de eventuais constrangimentos na prestação de serviços na área da Medicina Física e Reabilitação por parte das Clínicas protocoladas com o SNS”, o que, segundo João Reis Paulo, “não corresponde à verdade pois existem várias reclamações de utentes que tendo procurado assistência na clínica protocolada, depararam com um tempo de espera entre um mês a mês e meio”, mais acrescentando “neste momento está criada uma situação de obstaculização ao normal funcionamento de um serviço público, que sempre se pautou por todas as regras, normas, tecnologias e recursos humanos exigidos pela legislação em vigor, tendo sido gerado o espectro do despedimento colectivo e sendo afectados centenas de utentes. Mais, há a laborar localmente uma instituição na mesma área, baseada somente em acordo anterior e cuja sede nem se situa em Viseu.”

Perante os factos a questão impõe-se: qual o critério desta dupla apreciação/decisão? Estaremos perante filhos e enteados? Responda quem souber…

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