Fernando Ruas pede “subsídio de integração”

por Paulo Neto | 2013.11.29 - 01:01

Fernando Ruas e Hernâni Almeida, dois dos autarcas mais antigos do distrito, divergem na utilização do “subsídio de integração”.

O Jornal de Notícias põe o dedo na ferida. Uma lei extinta e que vigorou até 2005 serve de base para alguns autarcas-“dinossauros” requererem o subsídio de integração na vida activa.

Fernando Ruas, o ex-presidente da ANMP foi dos primeiros a pedir o subsídio de 50 mil euros, tendo deixado claro que perante o parecer que exarou enquanto presidente desta instituição, consubstanciado por outro oriundo da CCDRC, lhe é devido tal subsídio pelos 24 anos que esteve à frente da autarquia viseense.

Por seu turno, o ex-presidente da Câmara de Armamar durante 28 anos, Hernâni Almeida, entendeu não dever aceitar essa verba por usufruir de uma reforma como presidente e como militar. Vai mais longe quando afirma: “achei que me ficava mal”.

Outro tanto não pensa Ruas, considerando que se foi recebido até 2005, deve continuar a sê-lo nos dias de hoje, cometendo-se uma “perfeita injustiça” se assim não fossem ponderados os factos e acrescenta “é como se fosse um PPR”.

O subsídio em questão, na lógica da lei que o criou, visava a integração no mercado de trabalho de autarcas, durante décadas dele afastado por imperativos das funções públicas exercidas.

Porém, outros consideram que estando reformados não há reintegração profissional. Além disso, sabe-se que é apontado o nome de Ruas para a direcção da Segurança Social de Viseu ou ainda para deputado europeu. Ele próprio afirmou à comunicação social “ter muito por onde escolher nas diversas propostas que lhe têm sido feitas”, o que prova, sem discussão, que a sua passagem pela CMV foi uma mais-valia para o seu CV. Fernando Ruas acha que não lhe fica mal. E nisso diverge cabalmente de Hernâni Almeida. Uma questão de pontos de vista ou de mera cupidez?

Em matéria de reformas nem todos pensam do mesmo modo. Ruas – 0; Hernâni – 1…