Dia Mundial da Saúde dedicado à diabetes assinala-se esta quinta-feira

por Rua Direita | 2016.04.06 - 09:25

 

Portadores da diabetes com maior risco de contrair doenças orais

 

A diabetes é uma das doenças com maior impacto na saúde oral, elevando exponencialmente o risco dos seus portadores contraírem cáries, gengivites, periodontites, disfunções das glândulas da saliva, doenças da mucosa e infeções orais e problemas na sensibilidade oro-facial.

 

Esta quinta-feira, no Dia Mundial da Saúde, em que a diabetes está em destaque, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) alerta os mais de um milhão de portugueses portadores de diabetes e os dois milhões que são pré-diabéticos para a necessidade de realizarem check-ups regulares de saúde oral. Por exemplo, o tratamento periodontal pode ajudar ao controlo metabólico da diabetes, essencial para a qualidade de vida dos doentes.

Ricardo Faria e Almeida, presidente da Comissão Científica da OMD, revela que “ainda não existe consciência pública sobre a interação entre a diabetes e a saúde oral e, no entanto, nos últimos anos, o número de portadores da diabetes em Portugal subiu dramaticamente. Mais de 13% dos portugueses em idade adulta tem diabetes, é um número demasiado elevado e isto sem contar com os casos não diagnosticados. A diabetes é já a quarta causa de morte em todo o mundo e se não forem tomadas medidas urgentes o problema terá proporções assustadoras”.

O presidente da Comissão Científica da OMD considera “essencial prevenir a diabetes e isso faz-se promovendo estilos de vida saudáveis e apostando nos cuidados de saúde primários, sendo neste ponto essencial garantir acesso a consultas de medicina dentária. A OMD tem vindo a reclamar o alargamento do cheque-dentista aos portadores de diabetes, porque os doentes com menos recursos são os que mais dificuldades têm em receber tratamentos, incluindo de saúde oral”.

Em 2014, e de acordo com dados do relatório “Factos e Números da Diabetes do Observatório Nacional de 2014”, a diabetes representou um custo direto estimado entre 1.300 e 1.550 milhões de euros, um acréscimo aproximado de 50 milhões, face a 2013.

Para Ricardo Faria e Almeida “estes números são elucidativos e é por isso que apostar na prevenção e no controlo da doença é tão crucial sob pena de estarmos a caminhar para uma verdadeira catástrofe. A medicina dentária tem um papel essencial para melhorar as condições de vida destes doentes, mas para isso é preciso que diabéticos, Estado e opinião pública percebam que quanto mais tarde agirmos maior será a fatura”.

 

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