Dia Internacional do Enfermeiro

por Rua Direita | 2015.05.08 - 11:09

 

A 12 de maio comemora-se em todo o mundo o Dia Internacional do Enfermeiro. Este dia celebra a enfermagem e os enfermeiros de todos os países. 

É também o dia do nascimento de Florence Nightigale (nascida em 1820), percursora da enfermagem moderna. Ficou também conhecida como a Dama da Lâmpada (símbolo icónico da profissão), por a utilizar durante a noite nos cuidados aos feridos de guerra.

À nobre profissão da Enfermagem estão também ligadas personalidades que integram a história universal, desde a literatura e a filosofia, passando pelas artes, política e na luta pela liberdade e direitos fundamentais .

O Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) comemora anualmente este importante dia. O tema deste ano é “Os Enfermeiros, Uma Força para a Mudança – Eficazes nos Cuidados, Eficientes nos Custos”.

Porque também foram enfermeiros… têm uma visão especial sobre a vida!

 

Aqui lembramos alguns desses enfermeiros:

Walt Whitman

Nasceu em Long Island (New York) em 1819 e morreu em Camden (New Jersey), em 1892. Autodidata, foi aprendiz de tipografia, discreto jornalista e enfermeiro na Guerra da Secessão, onde foi reconhecido pelos cuidados a milhares de soldados doentes e feridos nos hospitais de Washington, D.C.. Poeta de renome, a sua influência tem-se revelado imensa, quer na prática de muitos ativistas sociais, quer na obra de numerosos poetas e de outros escritores do século XX.

Friedrich Nietzsche

Este genial pensador alemão nasceu em Röcken, a 15 de outubro de 1844, e tornou-se um dos mais importantes filósofos da Alemanha do século XIX. Em 1870, Nietzsche tem a oportunidade de testemunhar, durante o seu trabalho como enfermeiro voluntário na Guerra Franco-Prussiana, o impacto da dor e da violência sem limites provocada por este confronto bélico. Esta experiência também servirá de matéria-prima para a sua criação intelectual. Morre na cidade de Weimar, a 25 de agosto de 1900.

Ludwig Wittgenstein

Ludwig  Josef Johann Wittgenstein nasceu a 26 de abril de 1889, em Viena, e faleceu vítima de um cancro, em Cambridge (Inglaterra), no dia 29 de abril de 1951. Wittgenstein viveu um período de grandes transformações políticas, sociais e económicas na Europa. Participou nas duas guerras mundiais. Na primeira, como voluntário, foi oficial do exército austríaco e, na segunda, também como voluntário, foi enfermeiro assistente no Guy´s Hospital, em Londres. Contudo, não apenas o percurso biográfico de Wittgenstein, mas sobretudo as suas inquietações existenciais são de fazer inveja a muitos filósofos da existência. Pensar no sentido da vida constituiu-se uma tarefa rotineira na existência deste filósofo da linguagem. No leito da morte, pediu simplesmente que dissessem à posteridade que ele tivera uma existência maravilhosa.

Agatha Christie

Agatha May Clarissa Miller nasceu em Torquay (Grã-Bretanha), em 1890. Durante a I Guerra Mundial prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria conceção da sua carreira na escrita. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu a 12 de Janeiro de 1976

Paul Éluard

Poeta francês, Paul Éluard nasceu com o nome de Eugène Grindel a 14 de dezembro de 1895, em Saint-Denis (Paris). Tendo contraído tuberculose aos 16 anos, foi enviado em convalescença para um sanatório na Suíça. De regresso a França, a deflagração da I Grande Guerra fê-lo sentir-se na obrigação de se alistar. Incorporado como enfermeiro na frente de batalha, ficou gravemente ferido pouco tempo depois, em consequência de um ataque com gás mostarda. Paul Éluard faleceu a 18 de novembro de 1952 em Charenton-le-Pont, vítima de um ataque cardíaco.

Bertolt Brecht

Dramaturgo e poeta alemão, nasceu em Augsburg em 1898 e morreu em Berlim em 1956. Serviu na I Guerra Mundial como enfermeiro, interrompendo para isso os seus estudos de medicina. Começou a carreira teatral em Munique, mudando-se em seguida para Berlim. Durante a II Guerra exilou-se na Europa e nos EUA. Acusado de atividade anti-americana durante o macarthismo, voltou à Alemanha e fundou, em Berlim Oriental, o teatro Berliner Ensemble.

Dona Maria Adelaide de Bragança

Maria Adelaide Manuela Amélia Micaela Rafaela de Bragança nasceu em Saint Jean de Luz (França) a 31 de janeiro de 1912 e faleceu em Almada a 24 de fevereiro de 2012. Foi um membro da família real portuguesa, filha de D. Miguel II de Bragança e de Maria Teresa de Lowenstein-Wertheim-Rosenberg. Viveu em Viena (Áustria), trabalhando como enfermeira e assistente social. Durante a II Guerra Mundial, quando havia bombardeamentos, deslocava-se durante a noite para os locais atingidos para prestar ajuda às vítimas. Integrou um movimento de resistência à Gestapo, tendo sido condenada à morte. A 31 de janeiro de 2012, data do centenário do seu nascimento, foi agraciada pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva com a medalha da Ordem do Mérito.

“Che” Guevara

Ernesto Guevara de la Serna, conhecido como “Che” Guevara, nasceu em Rosário (Argentina) a 14 de junho de 1928 e faleceu em La Higuera (Bolívia) a 9 de outubro de 1967. Foi um guerrilheiro, político, jornalista, escritor, enfermeiro e médico argentino-cubano. Em 1951 viaja como enfermeiro a bordo do navio tanque Anna G, que o leva até Porto Alegre no Brasil, Venezuela, Trinidad e Caribe. Guevara foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953-1959). A sua figura desperta grandes paixões, a favor e contra, na opinião pública, e converteu-se num símbolo mundial. Foi considerado pela revista norte-

americana Time como uma das cem personalidades mais importantes do século XX.

Rainha Fabíola da Bélgica

Fabíola da Bélgica nasceu a 11 de junho de 1928 em Madrid (Espanha) e faleceu em Laeken (Bélgica) a 5 de dezembro de 2014. Foi a rainha consorte e viúva de Balduíno I da Bélgica, que reinou de 1951 até 1993, ano da sua morte. Os seus estudos primários foram realizados em Roma e Paris. De volta a Espanha, diplomou-se em enfermagem e exerceu no Hospital Gómez Ulla de Madrid. Admirada por sua devoção à Igreja Católica e a causas sociais, particularmente aquelas relacionadas com doentes portadores de doença mental, crianças e mulheres de países do terceiro mundo, a rainha Fabíola recebeu, em 2001, a Medalha Ceres, em reconhecimento do seu trabalho junto das mulheres de zonas rurais de países em desenvolvimento. A medalha foi dada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

Maria Rosa Colaço

Nasceu no Torrão em 1935 e reside atualmente em Almada. Fez o Curso de Enfermagem no Instituto Rockfeller (conhecida como Escola Rockfeller, depois Escola Superior de Enfermagem de Francisco Gentil, hoje integrada na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa) e frequentou a Escola do Magistério Primário, mas foi como jornalista e como autora de diversos contos e poemas – alguns dos quais musicados – que o seu nome se tornou conhecido. Várias vezes galardoada, é autora de obras como A Criança e A Vida (1984) e O Coração e o Livro (2004) e, ainda, de diversos programas televisivos para crianças e peças de teatro. Defensora da liberdade e senhora com caráter forte, sempre atenta às modificações da sociedade e defensora de uma participação cívica ativa.

 

Recolha  de Pedro Quintas

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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