CONSAGRAÇÃO DE SAR O INFANTE DOM AFONSO DE SANTA MARIA À Nª Sª DA LAPA

por Rua Direita | 2015.08.18 - 10:09

 

 

Cumprindo uma tradição de séculos SAR O Príncipe da Beira irá consagrar-se a Nossa Senhora no Santuário da Lapa (Sernancelhe, Viseu) dando continuidade ao acto praticado pelos príncipes e princesas da beira ao atingirem a maior idade.

Apesar de Vila Viçosa, nunca a Família Real portuguesa deixou de estar intimamente ligada ao Santuário da Lapa

O profundo significado espiritual e simbólico deste acto não fica, por certo, indiferente a nós, monárquicos e portugueses.

Neste acto singelo far-se-á história, pois renovar-se-á a ligação estreita e sentimental entre o Povo da Beira e o seu Príncipe.

Não pode, para nós, monárquicos activistas pertencentes à Causa Real, ficar despercebido este momento, deixando de nos esforçar por tomar parte dele e acompanhando o nosso Príncipe. Sobretudo porque provém de um sentido desejo popular dirigido ao Príncipe da Beira, traduzindo uma dedicação e um orgulho verdadeiros para com a Família Real. Não esqueçamos que é para o Povo e com o Povo que queremos lutar pelas nossas convicções.

A 6 de Setembro acompanhemos e sejamos testemunhas da Pia União de SAR O Infante Dom Afonso de Santa Maria à Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, numa manifestação popular cheia de autenticidade.

Aguardam-se milhares de peregrinos, sobretudo do norte do país (a peregrinação deste dia é conhecida como a peregrinação do Minho desde tempos ancestrais).

Na véspera, SS AA RR serão recebidas em sessão solene pelo Presidente da Câmara de Sernancelhe

 

 

 

Breve explanação e cruzamento de dados entre o Santuário de Nossa Senhora da Lapa e a Casa Real através dos tempos

 

 Ano 983

– Fuga das monjas do convento de Sermilo, transportam a imagem de Nossa Senhora de quem são muito devotas escondendo-a numa gruta granítica (lapa)

Sec XII

– D. Afonso Henriques expulsa os mouros entre o Douro e o Minho

 515 Anos foi o tempo em que a imagem permaneceu na gruta até ser encontrada

Reinado de D. Manuel I

1498 -Uma pastorinha muda de nascença e de nome Joana, descobre a imagem

– Dá-se a descoberta do Caminho Marítimo para a India

Reinado de D. João II

– É convidada a companhia de Jesus para vir para Portugal

Reinado de D. João III

1551– O Bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha escreve em 2 Novembro do referido ano à Rainha D. Catarina D`Áustria na qual alude à intenção de construir uma igreja no lugar de romagem de Nossa Senhora da Lapa.

1536 – O Pintor Garcia Fernandes pinta 2 quadros de Nossa Senhora da Lapa, hoje colocados em Vila Viçosa

Reinado de D. Sebastião

1575 – Em nome da Coroa, D. Sebastião, o legal proprietário da Ermida de Nossa Senhora da Lapa, uniu a abadia da Rua à qual o santuário estava associado, com as 5 igrejas anexas, ao colégio de Coimbra, que os jesuítas entretanto tinham aberto

– Na batalha de Alcácer Quibir alguns soldados eram portadores de medalha protetora em honra de Nossa Senhora da Lapa

 1578 – Segundo a tradição do povo e transcrito em quadras populares a 4 de Agosto do ano atrás citado, a imagem de Nossa Senhora da Lapa chorou lágrimas de sangue durante a batalha de Alcácer Quibir.

– É corrente pela zona, que D. Sebastião doou alguns pertences seus ao santuário. Devido a várias movimentações e acontecimentos, os mesmos desapareceram.

Reinado de D. Filipe II

1610 – Autoriza o ermitão da Lapa a pedir esmola para o Santuário

– Também na mesma data, Pe. João Alves, designado no cargo de Visitador, no desempenho do mesmo cargo, visita a Lapa. São dele as primeiras impressões. (Constam dos manuscritos da Companhia de Jesus em Roma)

Reinado de D. João IV

1636 – O Padre António Leite, grande impulsionador da consagração de N. Srª da Conceição como rainha de Portugal, visita a Lapa e é dele a primeira obra narrativa sobre o Santuário da Lapa.

– Na obra faz referência de como eram constantes as “apresentações”, (Consagrações) dos peregrinos “Á Senhora” no interior da gruta.

1645 – D. João IV cria o título de “Princesa da Beira”, como designação da filha mais velha do monarca, independentemente de ser ou não a herdeira presuntiva da coroa.

– O título `Princesa da Beira` foi inaugurado por D. Joana, coincidindo o nome da própria (Joana) com o da pastorinha que encontrou a imagem de N. Srª da Lapa na gruta.

– Segundo a tradição, e em trovas populares, conta-se que D. João IV ofereceu uma imagem de N. Srª da Lapa ao Santuário

Reinado de D. Pedro II

1677 – Oferece à imagem de Nossa Senhora da Lapa uma coroa e um colar de pedras preciosas extraídas das minas da Casa de Bragança no Brasil

– Multiplica-se o culto e devoção no Brasil a N. Sª da Lapa.

Reinado de Afonso XVI

 

1683 – A planta do Colégio da Lapa, executada pelo Pe. António Cordeiro, é enviado para Roma a fim de ser aprovada

1685 – A primeira pedra para a construção deste foi benzida e lançada

Reinado de D. João V

 

1714 – Com o edifício do colégio meio acabado, têm início, nele, as aulas de latim

1718 – O Pe. António Cordeiro publica a sua obra “O Loreto Lusitano” (Documento único, à guarda deste santuário. Melhor testemunho dos acontecimentos e factos passados no Santuário.

– O Monarca visitou o Santuário da Lapa várias vezes

– É oferta sua, duas  lamparinas de prata com as armas reais, várias alfaias para a Imagem da Senhora e Menino Jesus da Lapa

– A imagem do Menino Jesus está vestida de forma principesca à corte de D. João V, e, assim tratado, por “Principezinho da Beira”

1734 – Reorganiza o sistema de títulos da família real. A partir desta data, tanto o título do “Príncipe do Brasil” como o de “Príncipe da Beira” poderiam ser atribuídos a pessoas dos dois sexos.

Reinado de D. José I

 

1759 – Com a expulsão dos Jesuítas a instâncias seu 1ª ministro Sebastião José de Carvalho e Mello, é arrolado todo o património do Santuário, ficando novamente na posse da coroa

– D. José foi o 1º primogénito a usar o título “Príncipe da Beira”

Reinado de D. Maria I

1764 – Existia em Lisboa uma igreja pertencente à Casa do Infantado. A igreja ainda hoje se reconhece filial de Nossa Senhora da Lapa, da diocese de Lamego.

1781– A 26 de Maio, dá Foral ao Concelho da Lapa

1783 – Amplia o templo da Basílica de Estrela e translada para lá a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Lapa

1791 – Isenta de Jurisdição paroquial a igreja da Povoa do Varzim por alvará de 21 de Fevereiro, aprovando os estatutos da Irmandade da qual se declarou protectora

1793 – Doa à mitra de Lamego a Igreja e o colégio e tudo o que lhe pertencia

– Pelo novo sistema de reorganização dos títulos de família real, foi a primeira Princesa da Beira, futura rainha D: Maria I

Reinado de D. João VI

– Foi enquanto príncipe regente e por sua mão quem, a 20 de Dezembro de 1793, entregou à mitra de Lamego, em nome de sua mãe D. Maria I,a Igreja e o colégio e tudo o que a este pertencia.

Reinado de D. Carlos

– Agracia D. Manuel de Melo Castro com a renovação do título de Família “Conde da Lapa”.

  1. Duarte Pio

 

  1998 – Pelas comemorações dos 500 anos da existência do Santuário, visitam o Santuário de Nossa Senhora da Lapa SS AA RR Os Duques de Bragança, Senhor D. Duarte Pio e  Senhora Dª Isabel de Bragança, na peregrinação de 10 de Junho como peregrinos

NOTA: Ainda hoje o Santuário da Lapa pela tradição popular tem o cognome de “Príncipe da Beira”  e Nossa Senhora da Lapa é a “Princesa da Beira”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia consultada:

 

– “História da Aparição e Milagres que fez Nossa Senhora da Lapa” ; Pe. António Leite; 1639

– “ O Loreto Lusitano” ; Pe António Cordeiro; 1717

– “História do Santuário da Lapa”; M. Gonçalves da Costa ; 2000

– “Terras da Beira, Cernancelhe e seu Alfo”z; Ab. Vasco Moreira, Edição Fac-Similada 1997

– “Trovas Populares”, PE. Francisco Ferreira

– “Caminhos e devoções. Viajar no Douro Medieval e moderno”; Amândio Morais Barros & Susana Pacheco Barros¸ Estudos & Documentos, vol. VI (11, 2001, (1º), 181-195

– htt://pt.ikipedia.org/wiki/Pr%C3%ADncipe_da_Beira , 24-07-2014

 

 

 

Breve explanação e cruzamento de dados entre o Santuário de Nossa Senhora da Lapa e a Casa Real através dos tempos.

 

 Ano 983

– Fuga das monjas do convento de Sermilo, transportam a imagem de Nossa Senhora de quem são muito devotas escondendo-a numa gruta granítica (lapa)

Sec XII

– D. Afonso Henriques expulsa os mouros entre o Douro e o Minho

 515 Anos foi o tempo em que a imagem permaneceu na gruta até ser encontrada

Reinado de D. Manuel I

1498 -Uma pastorinha muda de nascença e de nome Joana, descobre a imagem

– Dá-se a descoberta do Caminho Marítimo para a India

Reinado de D. João II

– É convidada a companhia de Jesus para vir para Portugal

Reinado de D. João III

1551– O Bispo de Lamego, D. Manuel de Noronha escreve em 2 Novembro do referido ano à Rainha D. Catarina D`Áustria na qual alude à intenção de construir uma igreja no lugar de romagem de Nossa Senhora da Lapa.

1536 – O Pintor Garcia Fernandes pinta 2 quadros de Nossa Senhora da Lapa, hoje colocados em Vila Viçosa

Reinado de D. Sebastião

1575 – Em nome da Coroa, D. Sebastião, o legal proprietário da Ermida de Nossa Senhora da Lapa, uniu a abadia da Rua à qual o santuário estava associado, com as 5 igrejas anexas, ao colégio de Coimbra, que os jesuítas entretanto tinham aberto

– Na batalha de Alcácer Quibir alguns soldados eram portadores de medalha protetora em honra de Nossa Senhora da Lapa

 1578 – Segundo a tradição do povo e transcrito em quadras populares a 4 de Agosto do ano atrás citado, a imagem de Nossa Senhora da Lapa chorou lágrimas de sangue durante a batalha de Alcácer Quibir.

– É corrente pela zona, que D. Sebastião doou alguns pertences seus ao santuário. Devido a várias movimentações e acontecimentos, os mesmos desapareceram.

 

Reinado de D. Filipe II

1610 – Autoriza o ermitão da Lapa a pedir esmola para o Santuário

– Também na mesma data, Pe. João Alves, designado no cargo de Visitador, no desempenho do mesmo cargo, visita a Lapa. São dele as primeiras impressões. (Constam dos manuscritos da Companhia de Jesus em Roma)

 

Reinado de D. João IV

1636 – O Padre António Leite, grande impulsionador da consagração de N. Srª da Conceição como rainha de Portugal, visita a Lapa e é dele a primeira obra narrativa sobre o Santuário da Lapa.

– Na obra faz referência de como eram constantes as “apresentações”, (Consagrações) dos peregrinos “Á Senhora” no interior da gruta.

1645 – D. João IV cria o título de “Princesa da Beira”, como designação da filha mais velha do monarca, independentemente de ser ou não a herdeira presuntiva da coroa.

– O título `Princesa da Beira` foi inaugurado por D. Joana, coincidindo o nome da própria (Joana) com o da pastorinha que encontrou a imagem de N. Srª da Lapa na gruta.

– Segundo a tradição, e em trovas populares, conta-se que D. João IV ofereceu uma imagem de N. Srª da Lapa ao Santuário

 

Reinado de D. Pedro II

1677 – Oferece à imagem de Nossa Senhora da Lapa uma coroa e um colar de pedras preciosas extraídas das minas da Casa de Bragança no Brasil

– Multiplica-se o culto e devoção no Brasil a N. Sª da Lapa.

 

Reinado de Afonso XVI

 

1683 – A planta do Colégio da Lapa, executada pelo Pe. António Cordeiro, é enviado para Roma a fim de ser aprovada

1685 – A primeira pedra para a construção deste foi benzida e lançada

 

 

Reinado de D. João V

 

1714 – Com o edifício do colégio meio acabado, têm início, nele, as aulas de latim

1718 – O Pe. António Cordeiro publica a sua obra “O Loreto Lusitano” (Documento único, à guarda deste santuário. Melhor testemunho dos acontecimentos e factos passados no Santuário.

– O Monarca visitou o Santuário da Lapa várias vezes

– É oferta sua, duas  lamparinas de prata com as armas reais, várias alfaias para a Imagem da Senhora e Menino Jesus da Lapa

– A imagem do Menino Jesus está vestida de forma principesca à corte de D. João V, e, assim tratado, por “Principezinho da Beira”

1734 – Reorganiza o sistema de títulos da família real. A partir desta data, tanto o título do “Príncipe do Brasil” como o de “Príncipe da Beira” poderiam ser atribuídos a pessoas dos dois sexos.

 

Reinado de D. José I

 

1759 – Com a expulsão dos Jesuítas a instâncias seu 1ª ministro Sebastião José de Carvalho e Mello, é arrolado todo o património do Santuário, ficando novamente na posse da coroa

– D. José foi o 1º primogénito a usar o título “Príncipe da Beira”

 

Reinado de D. Maria I

1764 – Existia em Lisboa uma igreja pertencente à Casa do Infantado. A igreja ainda hoje se reconhece filial de Nossa Senhora da Lapa, da diocese de Lamego.

1781– A 26 de Maio, dá Foral ao Concelho da Lapa

1783 – Amplia o templo da Basílica de Estrela e translada para lá a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Lapa

1791 – Isenta de Jurisdição paroquial a igreja da Povoa do Varzim por alvará de 21 de Fevereiro, aprovando os estatutos da Irmandade da qual se declarou protectora

1793 – Doa à mitra de Lamego a Igreja e o colégio e tudo o que lhe pertencia

– Pelo novo sistema de reorganização dos títulos de família real, foi a primeira Princesa da Beira, futura rainha D: Maria I

 

Reinado de D. João VI

– Foi enquanto príncipe regente e por sua mão quem, a 20 de Dezembro de 1793, entregou à mitra de Lamego, em nome de sua mãe D. Maria I,a Igreja e o colégio e tudo o que a este pertencia.

 

Reinado de D. Carlos

– Agracia D. Manuel de Melo Castro com a renovação do título de Família “Conde da Lapa”.

 

  1. Duarte Pio

 

  1998 – Pelas comemorações dos 500 anos da existência do Santuário, visitam o Santuário de Nossa Senhora da Lapa SS AA RR Os Duques de Bragança, Senhor D. Duarte Pio e  Senhora Dª Isabel de Bragança, na peregrinação de 10 de Junho como peregrinos

 

 

 

NOTA: Ainda hoje o Santuário da Lapa pela tradição popular tem o cognome de “Príncipe da Beira”  e Nossa Senhora da Lapa é a “Princesa da Beira”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia consultada:

 

– “História da Aparição e Milagres que fez Nossa Senhora da Lapa” ; Pe. António Leite; 1639

– “ O Loreto Lusitano” ; Pe António Cordeiro; 1717

– “História do Santuário da Lapa”; M. Gonçalves da Costa ; 2000

– “Terras da Beira, Cernancelhe e seu Alfo”z; Ab. Vasco Moreira, Edição Fac-Similada 1997

– “Trovas Populares”, PE. Francisco Ferreira

– “Caminhos e devoções. Viajar no Douro Medieval e moderno”; Amândio Morais Barros & Susana Pacheco Barros¸ Estudos & Documentos, vol. VI (11, 2001, (1º), 181-195

– htt://pt.ikipedia.org/wiki/Pr%C3%ADncipe_da_Beira , 24-07-2014

 

 

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