CARTA ABERTA À COMUNIDADE ESCOLAR DO CONCELHO DE TONDELA

por Rua Direita | 2015.04.01 - 10:55

 

A linguagem trauliteira a que nos habituaram  está, desde há muito, enraizada nas hostes do PSD. Tem, no entanto, uma virtude – na sua (deles) perspetiva, esta posição, tal como outras do PS, incomoda-os. Ou seja, tudo o que mexe à sua volta, é para exterminar, sem perceberem que os tempos mudam, que os silêncios não fazem parte da nossa forma de estar e que as teias de outrora, tecidas à volta das liberdades individuais e da manipulação de interesses, estão a corromper-se, enquanto assistimos ao desmoronar  dos pés de barro dos ídolos que teimam em venerar!

O PS tem uma estrutura organizativa robusta , que não cede a pressões e que representa, de facto, as posições dos socialistas, quer a nível local, quer a nível nacional.

Face ao conteúdo de  um documento exacerbado, dirigido aos professores que, até parece, cometeram um pecado  de delito de opinião, o Secretariado do PS intercedeu e saiu em defesa dos mais elementares princípios da urbanidade e do que julga ser o melhor para toda a comunidade escolar. As nossas razões foram bem expressas perante os jornalistas que estiveram presentes na conferência de imprensa do passado dia 23 e só não as entende quem for cego pelo poder, ou estiver inebriado de autoritarismo.

E nem vamos responder à insinuação, tão inqualificável, sobre o local da conferência de imprensa que, presumimos, deveria ter como alvo os jornalistas presentes, de forma a desencorajá-los de fazerem o seu trabalho, o que não resultou, porque demonstraram o seu profissionalismo, passando a público as razões do PS.

Mas a caudalosidade verbal social-democrata não se fica por aqui – ofende, não apenas os dirigentes locais e nacionais, mas todos os socialistas em geral! Este frívolo texto,  em jeito de jogo de “esconde-esconde” não consegue disfarçar a linguagem que lhes é própria, e  tantas vezes, em vão, provocatória,  a que nos habituaram em outros locais. Já só enganam os tolos!

Esta e a anterior  Comissões Políticas do Partido Socialista, e sob a mesma liderança, reuniram, em torno do mesmo projeto, um conjunto de nomes que a muitos surpreendeu e  incomodou. O primeiro grande desafio foram as eleições autárquicas de 2013, onde o PS partiu quase do zero e obteve resultados que perturbaram o PSD. Não vencemos. Não era esse era o nosso horizonte racional, mas os resultados foram suficientes para causar mal-estar no PSD!

Para os incautos, acossados de curiosidade, diremos que, em ambos os escrutínios, a votação foi unânime! E este é o resultado da orientação do PS: independentemente das opções políticas pessoais, o colectivo e  o nosso concelho estão e estarão, sempre, em primeiro lugar!

Sabemos que o mesmo não se passa no PSD, mas quem somos nós para julgar as discórdias que reinam em casa dos vizinhos? E quem somos nós para desbravar o terreno armadilhado que se esconde nos bastidores do poder local?!

E se o PSD, com tão grande desfaçatez verbal, julga que vai passar algodão sobre os seus problemas caseiros e fica limpo das suas crises, que se engane, porque não vai contar connosco! Entre nós e os autores daquela retórica de “faca e alguidar”, há uma enorme distância, em todos os sentidos, bastando os que se seguem:

Em primeiro, para os socialistas, sempre que se trate de defender o interesse das pessoas, não existe calendário eleitoral, mas sim causas! Iniciamos, em 2010, a nossa luta contra os preços exagerados da água de consumo público; manifestamos, em 2012, a nossa posição face ao número de utentes sem médico de família, que se cifrava em cerca de 12.000 (cerca de 40% da população do concelho); nesse mesmo ano, lutamos contra a agregação de freguesias; em 2014, retomamos, ainda com mais força, a questão dos preços da água e denunciamos as irregularidades relativas a senhas de presença na AMRPB; em 2015, enfrentamos um novo desafio  e que está sobre a mesa – a questão do Ensino, que entendemos, de forma clara, ser o culminar de um conjunto de asneiras levadas a cabo pelo ministro da Educação! Apesar das tentativas de silenciamento, todas tiveram eco, ou na população, ou no PSD, neste caso, em forma de comunicado!

Em segundo, nunca olhamos para a poder pelo canudo da política! Todos nós,  autarcas ou dirigentes políticos socialistas, vivemos exclusivamente da nossa competência profissional, sem  mendigar no último degrau da escadaria municipal! Somos opostamente diferentes!

Por fim, deixamos dois desafios ao PSD:

O primeiro, que aceitem debater, em público, esta alegada “delegação de competências” que nada tem de descentralização. É com a participação de todos que se constrói a Democracia.

O segundo, que o senhor presidente da câmara escreva nova carta, desta vez aos 134 professores do Agrupamento de Escolas Tomaz Ribeiro, felicitando-os pela coragem que tiveram em dizer NÃO!

A Comissão Política Concelhia do PS / Tondela

 

 

 

 

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