Candidatura de Helena Rebelo ao Departº Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu

por Rua Direita | 2014.08.13 - 21:29

 

Recandidato-me à liderança do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu, com o objetivo da dar continuidade ao trabalho desenvolvido no mandato anterior que passou, essencialmente, por promover uma maior participação das Mulheres na vida política.

De entre as várias iniciativas, destacamos a realização de várias ações sobre empreendedorismo no feminino, em vários concelhos do distrito, em lugares mais distantes dos centros de decisão, como por exemplo, Cinfães e S. João da Pesqueira; visitas a várias instituições de solidariedade social, destinadas ao acompanhamento de mulheres, jovens e crianças em situações de risco; recolha de bens para vítimas de violência doméstica; organização, em parceria com o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, de roteiro distrital, com visita a várias empresas (Tondela e Viseu) e autarquia (Cinfães) no âmbito da promoção da natalidade e políticas de conciliação da vida profissional das mulheres com a sua vida familiar e a sua participação social; dinamização de oficinas de escrita em colaboração com órgãos de imprensa local; promoção do uso das novas tecnologias; apoio jurídico nos casos de violência doméstica e de enquadramento legal no desempenho de cargos pelas eleitas nas autarquias.

Salientamos, ainda, a organização do primeiro Fórum de Mulheres Autarcas no distrito de Viseu, que contou com o testemunho de muitas mulheres que, pelo seu mérito, têm desenvolvido percursos na vida das autarquias e demonstrado um inegável valor político, nos diferentes órgãos, desde as juntas de freguesia, às assembleias municipais e às câmaras municipais.

Considero que com a ajuda de uma vasta equipa que, obviamente, incluiu muitos homens que, como nós, querem edificar caminhos da igualdade, cumprimos bem o nosso principal desígnio, motivar mais mulheres para a intervenção ativa na sociedade, desmistificando estereótipos, e hoje temos no distrito de Viseu mais Mulheres envolvidas na política ativa.

O Partido Socialista sempre assumiu um papel pioneiro na promoção da participação política ativa das Mulheres, quer através da criação dos departamentos de Mulheres Socialistas (nacional e federativos), quer através da controversa, mas necessária, lei da paridade (quotas). Medidas como estas têm trazido para a política ativa muitas Mulheres que hoje ocupam diversos cargos políticos, a nível local e nacional, nas autarquias, na assembleia da república, no parlamento europeu, entre outros. Contudo, esta participação continua a ser bastante menor do que a dos homens. A verdadeira IGUALDADE está ainda longe de ser uma realidade.

O mundo do trabalho é cada vez mais exigente, a carga horária cada vez mais elevada e a remuneração menor. Estes dois factos condicionam, e muito, a participação das Mulheres na política ativa. Além disso ainda se mantêm alguns constrangimentos socioculturais, nomeadamente a nível familiar, verificando-se que nas famílias monoparentais continua a predominar o tipo de núcleo, mãe com filhos, o que é apontado como uma das causas da feminização da pobreza e que também condiciona a participação política das Mulheres. Estes constrangimentos verificam-se, ainda, no cuidado a pessoas dependentes, idosos ou pessoas portadoras de deficiência, normalmente a cargo das Mulheres que, abnegadamente, prescindem, muitas vezes, da sua carreira profissional e da sua vida pessoal.

A grave crise económica e social que vivemos em Portugal exige uma resposta política, em todas as frentes, de modo a menorizar os efeitos catastróficos e indignos do desemprego, das más condições de trabalho, da precariedade, da sobrecarga horária, da redução e abolição de políticas de apoio familiar, de acesso a cuidados básicos de saúde, de apoio à deficiência, de acesso à educação para todos, de educação ao longo da vida, de acesso e proximidade da justiça para todos, etc. Políticas que custaram tanto a implementar, mas são tão caras ao Partido Socialista, seu principal promotor, e que este governo tanto tem negligenciado por razões mercantilistas desumanas que se traduzem na inoperância e no desalento de um país que reencontra na emigração a fuga para o desespero da estagnação.

A drástica diminuição da qualidade de vida dos Portugueses exige a participação de todos e, obviamente, das MULHERES, parceiras com igual dignidade como o consigna a Declaração Universal dois Direitos humanos e a Carta de Princípios do Partido Socialista.

É por isso que estamos aqui para com cada uma e com todos ajudarmos a fazer deste país um país melhor, moderno e solidário.

 

Helena Rebelo

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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