As contas estão fechadas: incêndios no Caramulo custaram 13,9 milhões de euros

por Pedro Morgado | 2014.05.08 - 22:57

Os incêndios que devastaram a Serra do Caramulo no último verão provocaram perdas diretas no valor de 13,9 milhões de euros, avançou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os resultados finais do inquérito sobre o impacto dos incêndios de grande dimensão ocorridos em 2013 realizado pelo INE,baseado nos valores declarados pelos municípios, no Caramulo as perdas no potencial florestal totalizaram cerca de 13,3 milhões de euros (88,8% do total de danos reportados neste incêndio), sendo Tondela o município mais afetado.

Esta confirmação oficial surge pouco depois de Carlos Carvalho,do INE, ter avançado no seminário “Caramulo, pensar o presente, planear o futuro” alguns dos resultados provisórios desta auscultação aos municípios: “84% da área de pinheiro bravo”, “62% de eucalipto e 72% do total dos povoamentos florestais” destruídos pelas chamas pertencem a este concelho.

Conforme definido pela comissão interministerial, coordenada pelo secretário de Estado da Administração Local, foram declarados como incêndios de grande dimensão os fogos que lavraram no Caramulo e em Picões (Moncorvo) e indicados três outros incêndios para avaliação de impacto: Vila Real e Mondim de Basto, Trancoso e Covilhã.

Ao longo do documento o Instituto Nacional de Estatística (INE) escreve ainda que no último verão só estes cinco incêndios, Caramulo, Picões, Trancoso, Mondim de Basto e Covilhã, terão sido responsáveis pela perda de de 27 918 hectares (0,30% do território) e aponta para um prejuízo estimado que ronda os 34,2 milhões de euros (0,02% do PIB).

Apesar dos incêndios no Caramulo tomarem a dianteira quando se olha apenas à distribuição dos danos económicos, na qual representa cerca de 40,6% do total, é o incêndio de Picões em Moncorvo que apresenta a maior área ardida, cerca de 46,9% da totalidade dos cinco incêndios (27 918 hectares).

Aqui, refere o documento, Mogadouro foi o município que mais perdeu. Os danos no potencial agrícola desta região ascendem a 3,8 milhões de euros.

Segundo os cálculos apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística, nos grandes incêndios de 2013 também a agricultura apresenta perdas significativas: 982 explorações agrícolas foram afetadas e estima-se um prejuízo na ordem dos 7,7 milhões de euros.

Este trabalho indica ainda perdas a reportar no edificado: cinco pessoas ficaram desalojadas em virtude dos 197 edifícios afetados durante o avanço das chamas.

Nasceu na Covilhã. Licenciado em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação de Viseu, ocupa parte do seu tempo nas áreas ligadas às novas TIC's.

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