ALMEIDA HENRIQUES DÁ UM TIRO NO PÉ AO QUESTIONAR A NOMEAÇÃO DE PAULA GARCIA PARA DIRECTORA-GERAL DO TEATRO VIRIATO

por Rua Direita | 2017.01.04 - 16:43

 

 

A nomeação de Paula Garcia para directora-geral e de programação do Teatro Viriato é uma boa notícia para todos os viseenses e em particular para as muitas centenas que constituem o público mais habitual do teatro municipal de Viseu, por garantir a continuidade de um projecto cada vez mais implantado na comunidade e de uma programação que, podendo sempre ser discutida, prima indiscutivelmente pela qualidade.

Paula Garcia está desde a primeira hora ao lado de Paulo Ribeiro, primeiro como assistente de Direcção e um ano depois, em 1999, também como coordenadora da produção. Durante uma década, Paula Garcia, na qualidade de directora adjunta, desde 2007, foi o braço direito (e ultimamente talvez ambos os braços) de Paulo Ribeiro, que deixou a presidência da Direcção do Centro de Artes do Espectáculo de Viseu (CAEV) por ter sido recentemente nomeado director artístico da Companhia Nacional de Bailado. Apesar da discrição com que cumpria o seu trabalho, todos os agentes culturais que com ela se relacionaram reconhecem que a Paula Garcia se deve, em grande parte, o facto de o Teatro Viriato ser hoje uma referência no mapa cultural do país, com alguma relevância também a nível internacional.

Por tudo isto, e ainda pelos projectos de envolvimento da comunidade, nomeadamente das camadas mais jovens, fundamentais para a fixação de públicos e para a dinamização cultural do município, condição primeira para que em Viseu dê gosto viver, a notícia da nomeação de Paula Garcia não merecia a reacção grosseira do presidente do executivo municipal que ao classificar esta solução como “uma resposta interna, de transição e destituída de ambição”, preferindo “um criador e programador com dimensão nacional” mostra, mais uma vez, que dá preferência ao “foguetório” mediático, em detrimento da competência, da experiência e do trabalho consolidado. Almeida Henriques deu um tiro no pé, ao desvalorizar o serviço público prestado pelo Teatro Municipal de Viseu, precisamente no ano em que todas as estruturas que, como o Teatro Viriato, recebem apoios plurianuais da Direcção-Geral das Artes, irão ser avaliadas num novo concurso para o quadriénio 2018-2021, após a extensão do actual contrato quadrienal (logo, mantendo os cortes feitos pelo governo anterior) e de um período de discussão pública que poderá alterar as regras dos novos concursos.

 

 

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