A EN 229 é um escândalo!

por Rua Direita | 2014.08.10 - 18:02

Hoje, domingo, às 15H35 a “bicha” no sentido Sátão-Viseu, começava muito antes das bombas de Cavernães e acabava muito para lá dos semáforos. Talvez tivesse mais de 4 quilómetros, tinha sim, centenas de veículos.

Acidente? É o que primeiro nos ocorre. Nada disso! Nem casamento, que agora a altura é propícia. Apenas uma estrada obsoleta que não dá resposta a nenhum utente. Acresce que os semáforos de Cavernães, uma modernidade muito pouco útil, “empapam” o trânsito todo. E agora, nesta época muito mais, que ele aumentou com os milhares de emigrantes em férias no seu Portugal. Uma rotunda – honra feita ao seu semeador Ruas – resolve a fluidez do trânsito. Onde há rotundas não há engarrafamentos… Onde há semáforos há paralisia. Tal e qual como deve existir na cabeça dos seus mentores…

Esta estrada nacional liga Viseu a Sátão, Aguiar da Beira, Sernancelhe, Penedono e S. João da Pesqueira. Em lado nenhum tem problemas a não ser neste específico troço Viseu-Sátão, agora agravados com a colocação dos ditos semáforos e outros em São Pedro de France, propiciadores de acidentes.

As Estradas de Portugal, fruto de anos de gestões deficientes, não têm dinheiro para “mandar cantar um cego pobre”. Em vez de resolver os problemas no contexto em questão, manda colocar sinais de limitação de velocidade ao dobrar de cada esquina, ao virar de cada curva. De seguida vai a GNR resguardar-se atrás de cada moita, para fazer a razia.

E em boa verdade, essa sim é profícua em euros e pouco profiláctica na prevenção dos acidentes.

Nos dias de hoje, como já aqui escrevemos mais do que uma vez, esta estrada é uma VERGONHA sem nexo; também já aqui escrevemos que hoje 20% das multas vão para a entidade autuante; 20% para a entidade instrutora do processo e 60% para o saco rôto do Governo. Um maná!

Ora digam lá se não é melhor ter más estradas para ter muitas multas, que boas estradas onde se circule com segurança?

Sobre a evolução/revolução das mentalidades dos utentes da estrada também se poderia escrever uma tese de mestrado. Em boa verdade, o utente/utilizador está farto de pagar impostos. Por isso, mais que não fosse, teria o direito a funcionais, decentes e adequadas condições de circulação. E nunca a obrigação de perder, por vezes 45 minutos para fazer 18 quilómetros, com os consequentes gastos em energia e prejuízos em rentabilidade…

Também teria o dever de ser cuidadoso e respeitador… mas respeitador de quê e de quem? Daqueles que criam as condições facilitadoras e tentadoras da prevaricação?

Vade retro, Satanás!

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

Pub